Produção petrolífera de Janeiro cai 7% e fica abaixo do previsto
A produção diária ficou, igualmente, abaixo dos 1,098 milhões de barris/dia previstos no Orçamento Geral de Estado para 2025, que sustentam as receitas fiscais petrolíferas previstas para este ano. O Bloco 17, o 15 e o bloco 0 foram os que apresentaram maior desempenho.
Angola produziu 32,7 milhões de barris em Janeiro deste ano, o equivalente a uma média de 1,054 milhões de barris por dia, abaixo dos 1,096 mil barris/dia previstos para este período. Assim, a produção petrolífera do País caiu 7% face ao período homólogo, de acordo com cálculos do Expansão com base nas estatísticas da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
A média de produção diária ficou, igualmente, abaixo dos 1,098 milhões barris/dia previstos no Orçamento Geral de Estado (OGE) para 2025, que sustentam as receitas fiscais petrolíferas previstas para este ano, ao lado do preço médio de 70,0 USD por barril. Ainda assim, se compararmos com o desempenho do mês anterior (Dezembro do ano passado), a produção recuperou 2%.
A nota da Concessionária (ANPG) não esclarece os motivos da redução da produção em termos homólogos, mas dá conta que no período em análise, estiveram em actividade 13 unidades de sondagem, sendo oito em águas profundas, três em águas rasas, duas em terra e um barco.
Contudo, foram realizados trabalhos em 27 poços, sendo 11 operações de perfuração/completação em poços de desenvolvimento e poços de abandono, perfazendo um total de perfuração de 8.403 metros.
Bloco 17 foi o mais contribuiu
O crude produzido no primeiro mês do ano resulta da contribuição de 16 blocos, sendo o mais activo o Bloco 17 que produziu uma média diária de 315,4 mil barris dia durante o mês de Janeiro. Seguiu-se o Bloco 15 (200,8 mil barris/dia) e o Bloco 0 (131,1mil barris/dia). Juntos representam 61% da produção total.
Para o mesmo período, a produção de gás associado foi de 2.757 milhões pés cúbicos/dia, dos quais 897 milhões foram reinjectados, 860 milhões foram disponibilizados à fábrica da LNG e 285 milhões foram utilizados para a geração de energia nas instalações petrolíferas.