Director Carlos Rosado de Carvalho

Londres desvia ajuda externa para ser 1.º investidor do G7 em África

Londres desvia ajuda externa para ser 1.º investidor do G7 em África

Desviar a ajuda internacional para reforçar o investimento directo em África é uma das promessas da primeira-ministra britânica, que, até 2022, quer ultrapassar os EUA e ser o maior investidor em África do G7. Antes do "divórcio" com a União Europeia, Theresa May vira-se para África. Mas enfrenta enormes desafios.

"A última vez que um primeiro-ministro britânico visitou o Quénia, o Land Rover era o carro oficial do Governo, a East African Industries (agora Unilever) era líder de mercado e a maioria dos quenianos tinha conta bancária no Barclays".

É desta forma que o jornal queniano Daily Nation começa um artigo sobre a visita da primeira- ministra Theresa May, no âmbito de um périplo africano por três países, onde destaca as mudanças operadas no país desde que Margaret Thatcher visitou o Quénia, há 38 anos. Nas últimas três décadas, gigantes, como a Unilever, que anunciou um plano de despedimentos que abrange 11 mil funcionários, lutam para enfrentar a concorrência com a perda de influência de Londres em África face a países emergentes, como a China.

A cinco meses do Brexit, que conclui o processo de "divórcio" do Reino Unido com a União Europeia (UE), May vira-se para o continente africano, numa missão comercial com ambição de tornar a Grã-Bretanha no "maior investidor em África fora do G7", até 2022, como afirmou na Cidade do Cabo, África do Sul, primeira escala da visita.


(Leia o artigo integral na edição 488 do Expansão, de sexta-feira 31 de Agosto de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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