Director Carlos Rosado de Carvalho

A tremenda recessão da economia angolana

A tremenda recessão da economia angolana
Foto: D.R.

Enquanto países exportadores de petróleo como a Arábia Saudita, a Rússia e o Brasil, cujas economias são bastante mais robustas do que a nossa, registavam graves recessões em resultado do terrível choque petrolífero de 2014, em Angola o INE insistia na teoria do afrouxamento. Uma teoria desfeita pela publicação em 2017 pelo Banco Mundial de estatísticas que comprovaram que a economia angolana andou mesmo para trás.

Em meados de 2014 ocorreu o maior choque petrolífero de todos os tempos. O aspecto mais visível do choque petrolífero de 2014 foi a queda terrível, de quase 68%, ao longo de poucas semanas, do preço barril de petróleo transaccionado no comércio internacional. O ano 2014 é híbrido no tocante aos efeitos do terrível choque petrolífero sobre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), porque é influenciado tanto pelos meses precedentes, quanto pelos meses seguintes deste acontecimento maligno.

É por isso que a medição do impacto macroeconómico anual do choque petrolífero de 2014 sobre os países da organização, entre os quais figura Angola, resulta da comparação entre os níveis dos respectivos Produtos Internos Brutos (PIB) reais verificados nos anos 2013, 2015 e 2016. É certo, à partida, que o terrível choque petrolífero impactou bastante a economia angolana, porque a exportação de petróleo representava em 2013 cerca de 60% da produção neste país. Resta saber, todavia, quanto foi esse grande impacto.

A este respeito deparamo-nos, inesperadamente, com a apresentação pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de uma medida muito diminuta do impacto macroeconómico do terrível choque petrolífero de 2014 sobre a economia angolana. Segundo o INE este acontecimento maligno apenas afrouxara o crescimento angolano de tal modo que o respectivo PIB real em 2016 ainda teria sido superior, embora em muito poucos pontos percentuais, ao nível deste fluxo em 2013. (...)

*Economista

(Leia o artigo integral na edição 492 do Expansão, de sexta-feira 28 de Setembro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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