Director Carlos Rosado de Carvalho

"Se nos pagarem vamos reinvestir 50% da dívida no agro-negócio"

"Se nos pagarem vamos reinvestir 50% da dívida no agro-negócio"

O ex-CEO da Mota-Engil África lidera hoje um grupo que adquiriu empresas que foram nomes fortes da construção e que "caíram" com a crise económica. Espera que o Estado certifique a dívida ao grupo para dispersar o investimento na diversificação económica.

Lidera um grupo que resulta da fusão de nomes fortes da área da construção, nomeadamente a Edifer, a MonteAdriano, a Hagen e a Eusébios. Sendo este um dos sectores mais afectados pela crise, que futuro perspectiva para o grupo Elevo?
Aqui em Angola estavam presentes o Grupo Edifer, o MonteAdriano e o Eusébios. Das empresas que saem da fusão em Portugal criou-se a ELEVO Angola e continuou a Edifer Angola. E, portanto, temos um cenário que é o antes da Elevo Angola e o depois com a Elevo Angola e a Edifer Angola, empresa que tinha um sócio angolano. Quando este era um mercado rico, com muitas opções, a anterior administração nunca entendeu fundir os grupos. Com a redução do trabalho não faz sentido ter duas empresas de construção que são concorrentes no mercado. Quando chegámos aqui disse ao grupo GEMA que ou nos compram ou nós os compramos. Decidiram então vender a parte deles e hoje somos detentores a 100% da Elevo Angola e da Edifer Angola. E estamos agora num processo de reestruturação com vista a fundir as duas empresas.

Como é que estão questões como as dívidas do Estado?
Há divida à Eusébios, muito antiga, divida à Edifer, também muita antiga, à MonteAdriano, muito antiga, e à Elevo, já mais recente, e à Edifer Angola, também mais recente.

Quando falamos de dívidas mais antigas estamos a falar de quando?
Aí por 2010 e 2013.

Mas em cima da mesa na recente visita do primeiro-ministro português a Angola só estavam dívidas a partir de 2014...
Aí é que está a questão. É que fala-se muito na certificação da divida, eu acho que o trabalho diplomático do governo português junto das autoridades angolanas deve passar em primeira instância por resolver o problema da dívida que está nos ministérios e nos governos provinciais. Porque senão não se resolve e ficamos sempre com o problema por resolver. E não estamos a discutir os critérios da dívida, se é em kwanzas ou em dólares, ou o pagar à taxa de cambio de há cinco anos. Não chegámos a essa parte. Chegámos à parte em que eu, empresa portuguesa, tenho esta dívida nestes ministérios ou governos provinciais e preciso de ter uma dívida reconhecida e reconciliada... (...)


(Leia o artigo integral na edição 493 do Expansão, de sexta-feira, dia 5 de Outubro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i