Director Carlos Rosado de Carvalho

O impacto do desenvolvimento tecnológico na gestão de talentos

O impacto do desenvolvimento tecnológico na gestão de talentos

A constante aposta no desenvolvimento do talento, muitas vezes na sua conversão profissional, com a aquisição de novas competências mais adequadas ao mundo tecnológico, será certamente um dos vectores principais da retenção de talento e na atracção de novas pessoas.

O rápido desenvolvimento da tecnologia e da robótica nas organizações, vai (ou já está a) fazer com que a gestão do talento actual tenha desafios acrescidos. Isto, porque estas organizações aproveitam este desenvolvimento para reduzirem os seus quadros de pessoal nas mais diversas áreas, e enquanto a automação não estiver a funcionar na sua plenitude, os profissionais que ficam, têm de trabalhar muitas vezes mais do que o normal para compensar a falta das pessoas que, entretanto, já saíram e ainda os erros dessa mesma automação.

O que se torna fundamental é tratar bem esse talento, para que com o desgaste não desmotive e continue a dar o máximo pela sua empresa, com a qualidade habitual e sem pensar em alternativas profissionais. Esse trabalho de atenção a estes profissionais, obviamente tem de ser efetuado pelos seus líderes. São várias as vezes, para não dizer muitas, em que os profissionais quando vão embora das suas organizações, não o fazem por causa destas últimas, mas sim, por causa das pessoas que as lideram. Isto é válido em Portugal, Angola e qualquer parte do Mundo.

A liderança assume assim cada vez mais um papel preponderante no mundo tecnológico, em que a retenção do talento e a consequente disputa pelo mesmo, vai ser a guerra empresarial do futuro, muito mais que a guerra comercial pelos melhores produtos e serviços. A constante aposta no desenvolvimento do talento, muitas vezes na sua conversão profissional, com a aquisição de novas competências mais adequadas ao mundo tecnológico, será certamente um dos vectores principais da retenção desse talento e na atracção de novas pessoas, uma vez que, com o aumento da transparência organizacional, tudo o que as empresas fizerem em termos de employer branding, passará para o mercado e para as universidades. (...)


(Leia o artigo integral na edição 494 do Expansão, de sexta-feira, dia 12 de Outubro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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