Director Carlos Rosado de Carvalho

Provisões para perdas potenciais provocam prejuízo de 70 mil milhões Kz ao BNA

Provisões para perdas potenciais provocam prejuízo de 70 mil milhões Kz ao BNA

Dúvidas sobre a recuperabilidade de empréstimos concedidos ao Banco Económico, ao Banco Angolano de Negócios e Comércio e ao Banco de Poupança e Crédito no âmbito de operações de redesconto obrigaram o Banco Nacional de Angola (BNA) a registar perdas por imparidades da ordem dos 300 mil milhões Kz. Auditores aprovaram contas com reservas.

O BNA registou em 2017 um prejuízo equivalente a 70 mil milhões Kz, cerca de 426 milhões USD, o pior resultado do banco central desde 2008, com o conselho de auditoria (CA) e os auditores independentes a apontarem novamente a ilegalidade nos reembolsos dos financiamentos ao Estado e a instituições bancárias públicas e privadas.

Os resultados do exercício de 2017 do BNA estão próximos do "buraco" nas contas do maior banco angolano, o público Banco de Poupança e Crédito (BPC), que em 2017 teve prejuízos de 73 mil milhões Kz (441 milhões USD), naquele que foi o maior prejuízo da história da banca nacional num exercício.

Mas o banco central "destrona" o ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA) do segundo lugar dos maiores prejuízos do sector financeiro e bancário, que, com os resultados negativos de 47,3 mil milhões Kz registados em 2014 passa, assim, para o terceiro lugar desta lista.

O relatório e contas 2017 do BNA publicado esta terça-feira, com três meses de atraso, foi aprovado com reservas quer pelo CA, quer pelo auditor independente Ernst & Young (EY.) Durante praticamente todo o exercício, o BNA foi "governado" por Valter Filipe, que deixou o banco central em Outubro, sendo substituído por José Massano.

O CA realça que o conselho de administração do banco central liderado pelo novo governador "adoptou procedimentos que permitiram salvaguardar o valor dos activos e a solvência dos passivos de modo apropriado" no exercício de 2017.

Ainda assim, os conselheiros não excluem a possibilidade de existirem "distorções" que, "individual ou agregadamente" venham a ter impacto material, "relevante e profundo na instituição". (...)

(Leia o artigo integral na edição 496 do Expansão, de sexta-feira, dia 26 de Outubro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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