Director Carlos Rosado de Carvalho

"Nunca recebi patrocínios para a edição e publicação de um livro"

"Nunca recebi patrocínios para a edição e publicação de um livro"
Foto: Lídia Onde

Com três livros no mercado, Bussulo Dolivro tem outros tantos em carteira. O escritor reconhece que a crise económica influencia negativamente a edição, mas não inibe a criatividade. A inexistência de um ciclo técnico de produção e venda é um problema.

O que retrata o livro "Um carro de lata no fim da Lua"?
A obra é do género ficção infantil, com 33 páginas ilustradas. Narra a história de um adolescente cansado de passar as férias pedagógicas em casa dos pais. Sem nada fazer, Kilwanje, personagem principal, pensou numa odisseia: viajar para a lua com um carro de lata. Na dúvida, se os pais receberiam com agrado a sua ideia, Kilwanje apura a sua intuição e impulsiona a criatividade de menino versátil para ver o seu carro de lata andar, além da sua própria imaginação.

O livro é especificamente para crianças?
Não. A obra é dirigida aos adolescentes, pais e encarregados de educação. Porém, estes dois últimos devem ler em voz alta para as crianças, a fim de criarem um clima inclusivo de leitura doméstica, processo semelhante para as educadoras de infância em creches e jardins de infância.

O carro de lata remete-nos para um passado recente, em que era um brinquedo usado pelas crianças angolanas, sobretudo das camadas económico-sociais mais baixas. Foi propositado?
É na verdade um signo de rotina, que ainda faz parte da vida de muitas famílias de milhares de crianças e adolescentes. O carro de lata surgiu antes da TV, creches e jardins de infância para as famílias mais carenciadas. Era um instrumento lúdico, tanto quanto um amuleto de sorte. Tinham uma garagem próxima da cozinha e, durante o dia, circulavam a volta da casa ou do quintal puxados por uma corda. As crianças sonhavam viajar em diferentes províncias, simulavam taxas de emolumentos, postos policiais e cargas para o embarque e inclusive ataques militares em plena viagem. (...)


(Leia a entrevista integral na edição 497 do Expansão, de quinta-feira, dia 1 de Novembro de 2018, em papel ou versão digital. Saiba mais aqui)

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