Director Carlos Rosado de Carvalho

AIKIDO

AIKIDO
Foto: D.R.

A gestão quotidiana confronta-nos com situações e relacionamentos, que implicam defesa e ataque, desencadeando, em cada momento, a capacidade de nos "esquivarmos ao confronto", apenas atacando quando nos sentimos seguros e prontos para responder a esses desafios.

Quando falo da exposição diária a que está sujeito um gestor, seja pela permanente necessidade de tomar decisões, seja em qualquer momento de negociação, numa situação mais simples ou mais estruturada, logo me lembro do meu tempo de prática de artes marciais (com o meu mestre Honda), em que a esquiva e o ataque fazem parte do desafio de uma arte, onde o importante não é ferir o adversário, antes trazê-lo para o nosso terreno, para desmontar a sua táctica, demonstrando-lhe força e segurança.

Nos dia de hoje, como desde sempre, não é uma "mente sagaz", nem uma" língua afiada", que permitem ganhar espaço em qualquer tipo de contacto, antes a tão conhecida empatia, conhecida como a capacidade de compreender e de se identificar, de forma coerente, com os sentimentos, experiências e pensamentos do outro, combinando- -a, isso sim, com o autocontrolo.

Este princípio da boa relação baseia-se na "não-resistência", utilizado no Aikido, uma arte marcial, em que o peso do adversário é usado para imobilizá- lo, abordagem conhecida como o "ki", que significa espírito ou energia, na procura da "verdadeira vitória", uma vitória sobre si mesmo.

Trata-se de uma relação e uma postura que nunca é contraditória, ou seja, utiliza sempre a conciliação de interesses como ponto de convergência, a firme determinação de chegar a uma conclusão, um acordo de consenso, um resultado favorável para todas as partes. (...)



(Leia o artigo integral na edição 502 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Dezembro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i