Director Carlos Rosado de Carvalho

"Kilapis" da Lektron e Geni dados como perdidos

"Kilapis" da Lektron e Geni dados como perdidos
Foto: Lídia Onde

Petrolífera encontrou evidências de que os 30,1 mil milhões Kz emprestados aos dois principais accionistas do Banco Económico não são recuperáveis e registou-os como perdas. Dinheiro terá sido usado para financiar compra de acções do ex-BESA.

A Sonangol deu como perdidos 30,1 mil milhões Kz de dois empréstimos concedidos aos dois principais accionistas do Banco Económico (BE), as empresas Lektron e Geni, revela o relatório e contas de 2017 da petrolífera.

Dos 30,1 mil milhões Kz dados como perdidos pela Sonangol, 21,1 mil milhões Kz foram emprestados à Lektron, que controla 31% do banco, e 9 mil milhões Kz à Geni, que detém uma participação de 19,9% na instituição. Em dólares, as perdas da Sonangol rondam os 180 milhões USD ou 250 milhões USD consoante se utilize a taxa de câmbio do final de 2017 ou das datas dos desembolsos.

As datas em que os empréstimos começaram a ser desembolsados coincidem com a aquisição das participações da Lektron e da Geni no BE, indiciando que as duas empresas usaram o dinheiro disponibilizado pela Sonangol para comprar acções do ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA).

O primeiro registo do empréstimo da Sonangol à Lektron, no valor de 12,5 mil milhões Kz, surgiu nas contas de 2014. Em 2016 o valor em dívida aumenta 7,7 mil milhões Kz para 20,2 mil milhões Kz e em 2017 sobe mais 903 milhões Kz para os referidos 21,1 mil milhões Kz.

O primeiro registo do empréstimo à Geni, no valor de 5,3 mil milhões Kz, também surgiu em 2014. Em 2016 o valor em dívida aumenta 3,3 mil milhões Kz para 8,6 mil milhões Kz e em 2017 sobe mais 326,4 milhões Kz para 9 mil milhões Kz. (...)

(Leia o artigo integral na edição 508 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Janeiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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