E agora o IVA...

E agora o IVA...
Foto: César Magalhães

Estamos numa situação em que não conseguimos cobrar as taxas de circulação e as licenças de táxi. Em que o IPU é questionado e não cobrado, em que se está a perdoar juros e multas fiscais, em que os créditos de imposto (por cobrança antecipada por conta) não são reconhecidos aos contribuintes, e queremos passar ao IVA?

O reconhecimento que não temos organização para o efeito é a proposta de aplicação parcial e gradual. Todos sabem que isto é tornar a implementação mais difícil e confusa.

Nas empresas, debatemo-nos com falta de pessoal de contabilidade capaz de responder às "notificações" da AGT. Pior ainda é que poucas empresas conseguem ter pessoal qualificado para terem a sua "contabilidade de custos" (o nome não importa) para saberem quanto lhes custa cada produto que vendem ou cada serviço que prestam.

Atribuir a cada produto os custos das matérias-primas usadas, o custo de horas de máquina ou a afectação dos custos de estrutura não é exercício fácil entre nós, ao nível empresarial. A contabilização do IVA é ainda mais complexa.

Mas vejamos alguns exemplos de como a aplicação do IVA vai matar um conjunto de empresas e, com isso, aprofundar a recessão que vem ocorrendo no País. O IVA não é neutro do ponto de vista da gestão de tesouraria. Qualquer empresa vai pagar pelos seus insumos (matérias-primas, peças, serviços), o preço "normal" acrescido do IVA. Vai pagar mais. (...)


(Leia o artigo integral na edição 508 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Janeiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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