Director Carlos Rosado de Carvalho

Vale perde um quarto do valor após ruptura de barragem

Vale perde um quarto do valor após ruptura de barragem
Foto: D.R.

Com a perda de 19 mil milhões USD do valor de mercado na bolsa de S. Paulo, a maior exportadora de ferro do mundo viu as suas contas bloqueadas em 3,2 mil milhões USD para pagar indemnizações e reparar os danos ambientais causados. Para além da produção agrícola, 125 hectares de floresta foram destruídos.

A empresa Vale está imersa em prejuízo e acusações de "conduta imprópria", após a ruptura da barragem de Brumadinho, Belo Horizonte, na sexta-feira, dia 25, que resultou em 99 mortos, 259 desaparecidos e prejuízos avultados, que incluem a perda de 125 hectares de floresta, a contaminação da produção agro-pecuária nas cidades banhadas pelo Rio Paraopeba e a paralisação da hidroeléctrica de uma subsidiária da Eletrobras.

Na segunda-feira, na primeira sessão após a tragédia, a Vale perdeu 19,1 mil milhões USD, a maior perda da história do mercado de acções brasileiro, segundo dados da Economatica, após as suas acções caírem 24% na Ibovespa, o que levou a empresa a suspender o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio.

Com receio de novos colapsos, a Agência Nacional de Energia Eléctrica, responsável pela vigilância de 616 barragens no Brasil, ordenou a fiscalização de 130 hidroeléctricas até Maio e anunciou que vai exigir uma actualização dos planos de segurança das barragens de todos os complexos industriais.

Na terça-feira, dia 29, vários organismos estatais estiveram reunidos para analisar acções nas áreas rurais da região de Brumadinho, tendo em conta que apenas no centro-oeste de Minas há seis municípios em risco de ser afectados pelas lamas e resíduos da barragem. (...)


(Leia o artigo integral na edição 509 do Expansão, de sexta-feira, dia 1 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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