Director João Armando

O futuro da banca

O futuro da banca
Foto: Lídia Onde

"A era digital e a tecnologia estão a mudar a forma como os clientes se relacionam com os bancos; o modelo de negócio tradicional está obsoleto, e só as Instituições que forem capazes de se adaptar conseguirão sobreviver"

À luz desta nova realidade do sistema financeiro, cada vez mais exigente e competitiva, as instituições devem repensar o seu posicionamento no ecossistema, decidindo se pretendem posicionar-se enquanto empresas tecnológicas que oferecem soluções de serviços financeiros, ou enquanto entidades financeiras que oferecem soluções tecnológicas.

O sector financeiro está, há vários anos, a sofrer um choque tecnológico. O ritmo de transformação que temos vindo a testemunhar não tem precedentes e tem contribuído para alterar, de forma indelével, o paradigma de negócio deste sector. O ecossistema bancário encontra-se em profunda mutação: à medida que novas tecnologias alteram o paradigma de relacionamento e as expectativas dos clientes; novos agentes entram no mercado e novas disposições regulamentares são impostas por entidades reguladoras. A emergência das FinTechs e a integração das Big Techs, empresas globais de tecnologia, tais como a Google, a Ama zon, o Facebook e a Apple, na cadeia de valor do sistema bancário, constituem uma ameaça suplementar a este sector.

Os bancos tradicionais vão ter de mudar. Agora, mais do que nunca, importa estas Instituições redefinirem os seus modelos de negócio, para se adaptarem tempestivamente à mudança, sob pena de perderem relevância num mundo cada vez mais digital.

A revolução tecnológica modificou diversos aspectos do ecossistema financeiro. Introduziu rapidez, facilidade e conveniência no acesso a serviços financeiros. Para os clientes, essa transformação tornou os serviços financeiros mais acessíveis e personalizados. Para as instituições financeiras, as ferramentas digitais, incluindo as tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, a robótica, a analítica, e o blockchain, apresentam enormes oportunidades para melhorar, definitivamente, a eficiência e a eficácia das organizações.

Não há dúvidas que o progresso tecnológico tem vindo a aportar inúmeros benefícios para o sistema financeiro (instituições tradicionais, novos entrantes e clientes bancários). Contudo, levanta questões fundamentais para o regulador, que ainda se encontra a implementar reformas regulamentares decorrentes da crise financeira global e, cumulativamente, tem de dar resposta aos desafios emergentes da transformação do sector. É, pois, o momento de instituições financeiras e entidades reguladoras se questionarem acerca de como podem construir um ambiente regulatório adequado para um futuro digital. (...)


(Leia o artigo integral na edição 510 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

*Senior Manager EY, Advisory Financial Services

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