Director Carlos Rosado de Carvalho

Preço do barril de crude dispara

Preço do barril de crude dispara

A matéria-prima continua a beneficiar dos cortes da OPEP, que terá atingido um grau de execução de 83% do acordo no mês de Janeiro. Sanções à Venezuela e ao Irão também contribuíram.

Os preços do petróleo voltaram a valorizar nos mercados internacionais. No caso do Brent, o barril encontra-se a 67 USD, uma subida de cerca de 1 USD face ao que se observou na semana passada. A matéria-prima continua a beneficiar dos cortes da OPEP, que terá atingido um grau de execução de 83% do acordo no mês de Janeiro. A Nigéria, que aumentou os seus níveis de produção no primeiro mês do ano, declarou esta semana que poderá limitar a sua produção em prol de uma subida de preços.

Também as sanções à Venezuela e ao Irão continuam a contribuir para a valorização da matéria-prima, contudo importa salientar que as exportações iranianas terão atingido 1,3 milhões de barris por dia (Mbpd), um montante superior ao inicialmente esperado. O Irão encontra-se isento do pacto de cortes de Dezembro e incrementos nas suas exportações poderiam ter reflexos negativos nos preços.

Por outro lado, os EUA continuam a limitar os ganhos do crude. A maior economia mundial tem vindo a aumentar a sua produção, em grande medida devido ao petróleo de xisto, cuja extracção diária poderá atingir os 8,4 milhões de barris no mês de Março (um nível recorde). De acordo com o Instituto de Petróleo Americano os inventários petrolíferos voltaram a subir na semana passada, para 448,5 milhões de barris, o que atesta a elevada actividade do sector norte-americano. (...)

*Banco Angolano de Investimentos

(Leia o artigo integral na edição 512 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i