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Política monetária em colapso aumenta receios de nova crise

Política monetária em colapso aumenta receios de nova crise
Foto: D.R.

Especialistas dizem que a impressão de moeda zimbabuena no passado "foi um esquema ponzi" que ainda hoje tem impacto na economia daquele país. Há dez anos, quem tinha poupanças no Zimbabué perdeu-as na totalidade já que a moeda nacional perdeu todo o valor. Hoje teme-se que a história se repita.

Quase duas décadas de política monetária extravagante destruiu a economia do Zimbabué e alimentou uma inflação desenfreada, dizimando a economia daquele país. A hiperinflação de até 500 000 000 000 % (quinhentos mil milhões) em 2008 "arrasou" as poupanças dos zimbabueanos e muitos tiveram de começar do zero. Hoje, aumentam receios de nova crise hiperinflacionária.

No final de 2008, alguns zimbabueanos tinham voltado ao comércio de trocas, à medida que as transacções ilícitas em moedas estrangeiras floresciam. Em Fevereiro de 2009, a resposta do governo para conter a inflação ruinosa, foi mudar para o uso de moedas estrangeiras, principalmente o dólar americano. "A dolarização provocou uma restrição orçamental difícil. Não se podia ir ao banco central ou a qualquer outra instituição estatal para pedir crédito para o governo", admite Steve Hanke, professor de economia na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, citado pela Bloomberg.

Daí que, em 2016, ao deparar-se com escassez de dólares, o governo do ex-presidente Robert Mugabe introduziu, por via do banco central, uma moeda substituta denominada notas de títulos (ou "bond notes"), uma moeda local com um valor semelhante ao dólar norte-americano que não é considerada moeda corrente fora do país.

O objectivo passou por criar esta moeda para negociar juntamente com o dinheiro electrónico, que são fundos depositados electronicamente em contas bancárias. A maioria dos zimbabueanos, incluindo funcionários públicos, são pagos electronicamente nas contas bancárias, mas não podem facilmente converter esse dinheiro necessário para comprar mantimentos e pagar contas. (...)


(Leia o artigo integral na edição 513 do Expansão, de sexta-feira, dia 1 de Março de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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