Só um em cada dez interessados nas fábricas da Zona Económica Especial é estrangeiro

Só um em cada dez interessados nas fábricas da Zona Económica Especial é estrangeiro
Foto: Adjali Paulo

O IGAPE espera arrecadar 80 milhões USD com a venda do lote de sete das 52 unidades industriais da Zona Económica criada em 2009 para acelerar a industrialização e a diversificação económica do País. Especialistas dizem que unidades à venda levantam dúvidas e que este não é o melhor momento para privatizar.

Só um em cada dez interessados na compra das unidades industriais na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo vêm do exterior, enquanto os interessados angolanos representam 89% do total das manifestações de interesse que chegaram ao Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) até esta quarta-feira.

Em declarações ao Expansão, o presidente do conselho de administração do IGAPE, Valter Barros, diz que a instituição tem estado a receber várias manifestações de interesse por parte de investidores, relacionadas com as sete fábricas que vão ser alienadas na primeira fase do processo de privatização.

"Temos tido visitas ao site do IGAPE e potenciais investidores que se têm deslocado à ZEE para constatarem o estado em que se encontra cada uma das indústrias. Até agora, 11% das manifestações de interesse foram de empresas portuguesas e 89% de empresas de direito angolano, sendo algumas destas detidas por empresários estrangeiros", revelou o gestor do IGAPE, sem adiantar mais números.

Valter Barros reconhece que estas empresas foram montadas num contexto económico e cambial totalmente diferentes do actual. "As unidades serão privatizadas de acordo com as avaliações feitas no presente momento que poderão não corresponder ao valor do investimento inicial", explica.

O responsável garante que a manutenção destas empresas na esfera jurídica do Estado representa um custo elevado aos cofres públicos. "Além do investimento para a instalação destas indústrias, aquelas que estão em funcionamento não geram cash flow suficiente para cobrir os custos operacionais. Interessa ao Estado deixar de suportar estes custos e, por outro lado, espera- se, com este processo, que estas indústrias ajudem na criação de postos de trabalho directos e indirectos, aumento da receita tributária e na geração de renda para as famílias", referiu.

A privatização do primeiro lote da Zona Económica Especial Luanda-Bengo vai contemplar sete fábricas, entre as quais uma está em funcionamento com 17 colaboradores e as restantes estão inactivas e nunca foram testadas. (...)



(Leia o artigo integral na edição 514 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Março de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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