Director João Armando

Fim de subsídios a combustíveis gera corrida a postos de venda

Fim de subsídios a combustíveis gera corrida a postos de venda
Foto: D.R.

Em cinco estados da Nigéria, a afluência aos postos de venda de combustíveis tornou-se comum, com a gasolina a ser vendida no estado de Bayelsa a um preço superior ao tabelado. As agências de regulação apertaram o cerco à especulação de preços e ao açambarcamento de combustível para o mercado negro.

A Nigéria enfrenta uma corrida aos postos de venda de gasóleo e gasolina, com a notícia do fim da subsidiação aos combustíveis, exigida pelo Fundo Monetário Internacional, que, em 2018 custou ao Estado mais de 2 mil milhões USD, segundo o Banco Mundial.

A notícia ganhou dimensão, no segundo fim-de-semana de Abril, após a União de Trabalhadores de Petróleo e Gás Natural da Nigéria (NUGENT) e a Associação de Pessoal Sénior de Petróleo e Gás Natural da Nigéria (PENGASSAN) pedirem ao Presidente Muhammadu Buhari para ignorar o apelo do FMI, lançando ao mesmo tempo duras ríticas à organização financeira.

A população reagiu com pânico e longas filas formaram-se nas bombas de combustível nos estados de Abuja, onde se situa a capital do país, Lagos, Ondo, Ekiti e Bayelsa, segundo o jornal nigeriano Vanguard, com o litro da gasolina, o combustível mais procurado, nalguns deles a ser vendido a preços superiores aos tabelados pelo Governo.

Mas não foi só o apelo das duas organizações que representam o sector que lançou a confusão. O governo federal contribuiu para a corrida aos postos de venda, a poucos dias do início da celebração da Páscoa, ao admitir que iria reduzir gradualmente o subsídio aos combustíveis, após a divulgação do relatório da missão do FMI ao país, no início do mês, ao abrigo do Artigo IV.

Mas, confrontado com o afluência aos postos, o governo veio a público dizer que não há nenhum plano para remover os subsídios, por não estarem reunidas as condições sociais para o fazer. (...)


(Leia o artigo integral na edição 520 do Expansão, de quarta-feira, dia 18 de Abril de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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