Crude sob pressão mas preços sobem

Crude sob pressão mas preços sobem
Foto: D.R.

Divulgação dos dados da produção industrial da China fez subir os receios sobre diminuição da procura, mas o recuo dos stocks nos Estados Unidos deu alento ao preços dos barris esta semana.

No início da semana, o petróleo esteve a ser pressionado pela divulgação dos dados da produção industrial da China, referentes ao mês de Maio. Ao crescer 5% em termos homólogos, a produção teve o menor aumento dos últimos 17 anos, o que levou a receios de um abrandamento da procura pela matéria-prima. Contudo, o crude inverteu a trajectória e valorizou face à semana anterior. Os stocks petrolíferos dos Estados Unidos recuaram em 3,1 milhões, superando as projecções dos analistas, que apontavam para uma diminuição de 1,1 milhões de barris. Por outro lado, o aumento das tensões no Médio-Oriente também deu alento aos preços, com o Irão a abater um drone dos EUA, que terá, alegadamente, sobrevoado a parte sul do país.
A semana ficou igualmente marcada pela actuação de alguns bancos centrais. O mercado antecipava uma redução nos juros por parte da Reserva Federal, o que acabou por influenciar positivamente o petróleo. Apesar de não se ter confirmado a redução da Fed funds rate, o comunicado da instituição motivou o banco de investimento Goldman Sachs a prever uma diminuição dos juros em Julho, e outra no mês de Setembro, totalizando 50 pontos base (0,5 pontos percentuais). Os mercados reagiram, e observou-se uma valorização dos principais índices norte-americanos.

*Banco Angolano de Investimentos

(Leia o artigo na integra na edição 529 do Expansão, de sexta-feira 21 de Junho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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