Transformação digital nas prioridades políticas de Cabo Verde

Transformação digital nas prioridades políticas de Cabo Verde
Foto: Quintiliano dos Santos

A transformação digital foi tema central na Angotic que decorreu em Luanda durante três dias. Cabo Verde está na vanguarda em África.

Foi José Maria Neves, na altura primeiro-ministro, quem iniciou, em 2000, o caminho para a transformação digital de Cabo Verde. Foi assumido como objectivo político do governo, tendo sido iniciado um programa de alteração de procedimentos no tratamento dos documentos dos cidadãos.

"O grande desafio era o facto de sempre que o cidadão tratava de um documento pedia- -se uma certidão de nascimento. Então se tinha sido o Estado a passar essa certidão, não podíamos voltar a pedi-la. Como é que íamos fazer para que isso acontecesse?", interroga, para avançar com a explicação: "Os dados estavam connosco, só tínhamos de ter uma plataforma digital onde essa informação estava armazenada e os diversos serviços pudessem consultar. Mas rapidamente percebemos que não era só um problema de tecnologia, mas dos procedimentos. Tivemos de convencer os mais conservadores que agora o processo era outro. Eles estavam a boicotar o funcionamento do novo sistema."

Passados 19 anos, Cabo Verde está hoje na vanguarda da tecnologia digital em África, não apenas nos serviços do Estado, mas também no empresariado digital. O maior exemplo é todo o sector de turismo, onde a conexão entre diversos operadores permite hoje aos turistas em todo o mundo estarem apenas a um "click" de marcar um hotel, alugar um carro, tratar dos documentos de imigração, comprar bilhetes para espectáculos, etc. (...)


(Leia o artigo integral na edição 529 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Junho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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