Petróleo, RIL e recuperação mais lenta põe em 'xeque' economia angolana

Petróleo, RIL e recuperação mais lenta põe em 'xeque' economia angolana
Foto: D.R.

Quatro em cada dez USD da dívida pública externa está tem o petróleo como garantia. Fitch aponta a uma quase estagnação em 2019, com um crescimento económico de 0,4% e mantém a classificação da dívida pública angolana como não investimento, ou "lixo".

A deterioração das Reservas Internacionais Líquidas, o aumento das pressões sobre liquidez externa e uma recuperação económica mais lenta que o previsto estão na base da decisão da agência de notação financeira Fitch para baixar a perspectiva de evolução da economia angolana de estável para negativa, de acordo com uma nota enviada aos clientes.

Esta reavaliação surge numa altura em que Angola prevê avançar com uma nova emissão de dívida pública em moeda estrangeira, denominada de Eurobonds.

A Fitch mantém ainda a classificação de divida como "lixo", ou não investimento, considerando a inflação elevada, mas também fraquezas estruturais e a incapacidade do "Governo para realizar ajustamentos macroeconómicos significativos", além da forte dependência da produção de petróleo, que está em declínio.

A agência apontou três factores que colectiva ou individualmente podem resultar na melhoria do Outlook de Angola apontando como primeiro um aumento constante no preço ou produção de petróleo e a reconstrução das reservas externas. O segundo factor que pode permitir ao País "virar o jogo" seria a tomada de medidas que permitam a redução firme da dívida pública geral ao longo do tempo.

O terceiro factor apontado pela agência de rating passa por uma melhoria no ambiente de negócios, bem como o aumento do rendimento per capita e a subida dos padrões de governança. Contrariamente a outras instituições internacionais que têm apontado a uma quarta recessão económica consecutiva em Angola, a Fitch prevê uma quase estagnação à semelhança do Fundo Monetário Internacional (FMI) que aponta igualmente a 0,4% e até do Governo, que reviu em baixa o crescimento para este ano para 0,3%.

De acordo com a Fitch, a queda das exportações de petróleo e o resultante aperto na liquidez do dólar bem como a erosão do poder de compra têm deprimido a procura interna de forma generalizada e causou a contracção do PIB durante três anos consecutivos (2016, 2017 e 2018). (...)


(Leia o artigo integral na edição 533 do Expansão, de sexta-feira, dia 19 de Julho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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