Loucuras, luxúrias, melancolias e práticas desajustadas

Loucuras, luxúrias, melancolias e práticas desajustadas

Há uma adversidade que se aprofunda e não há, em alguns casos, bom senso para acostumar-se aos novos tempos. Às vezes, nota-se falta de racionalidade. Ideias mirabolantes que corroem o sentido de Estado. Elas perigam a popularidade, a adesão ao projecto eleitoral aprovado em 2017, agravada pelas circunstâncias económicas actuais e a degradação crescente da vida dos angolanos.

Primeiro foi a desgastada e inviável ideia de construção do novo centro político administrativo, caída, parece, em desgraça pelo menos por agora, um mau presságio para o Governo.

Agora outra ideia maluca sobre o ginásio que, num contexto normal não seria problema, não fosse o momento em que tal proposta é lançada. Por causa disso, outra polémica se instalou e gera inúmeras interpretações sobre as reais intenções do Governo.

Os dois projectos, noutro contexto, não seriam nada maus. Os detalhes podem ser discutidos. Até porque o País precisa de tais infraestruturas. Infelizmente, agora não são prioritários, principalmente em momentos tão conturbados como os que vivemos.

Estas ideias predatórias inibem a emergência da crença num esforço de alteração de paradigma. De qualquer maneira, os dias passam e todos nós vamos tomando consciência mais clara da dimensão destas propostas.

Quem tem estado a conceber tais iniciativas, numa altura em que se quer corrigir o que está mal e melhorar o que está bem, é infeliz. Porque superestima o que não é urgente, nem prioritário, enquanto subestima os danos que tais atitudes podem causar. (...)

(Leia o artigo integral na edição 539 do Expansão, de sexta-feira, dia 30 de Agosto de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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