Crédito mais barato com LUIBOR 'overnight' em mínimos de 40 meses

Crédito mais barato com LUIBOR 'overnight' em mínimos de 40 meses

Apesar dos efeitos da política monetária, os bancos continuam a "fugir" do negócio tradicional da banca, apostando na negociação de divisas mas também em dívida pública de curto prazo, já que é o que lhes dá mais lucros. Desta forma, acabam por ter menos liquidez para empréstimos.

A taxa que serve de referência às taxas de juro do crédito a clientes, a LUIBOR, baixou para 13,80% em Julho, o valor mais baixo em 40 meses, acompanhando não só a tendência de descida da Taxa BNA, mas também dos créditos a empresas, o que significa que os créditos estão hoje mais baratos.

Embora o BNA não determine as taxas de juro, pode influenciá-las através da Taxa BNA, que serve de referência às taxas de juro do mercado interbancário, onde os bancos que têm excesso de liquidez emprestam dinheiro aos bancos que precisam de liquidez. Essas trocas de liquidez fazem-se a uma taxa de juro chamada LUIBOR, acrónimo inglês de taxa interbancária de oferta de fundos do mercado de Luanda.

Por sua vez, as taxas LUIBOR - são várias, com maturidades de 1 dia (overnight) até 12 meses - servem de referência às taxas de juro do crédito a clientes. Normalmente, quando alguém vai ao banco pedir crédito, a instituição bancária cobra-lhe uma taxa LUIBOR mais uma margem que depende do risco desse cliente.

Tendencialmente em Angola, a mecânica das taxas de juro decorre da seguinte forma: o Comité de Política Monetária reduz a Taxa BNA, essa redução contagia a LUIBOR, que, por sua vez, faz descer as taxas a que os bancos emprestam dinheiro aos clientes.

O negócio tradicional dos bancos é captar depósitos e usar esses depósitos para fazer empréstimos. Só que, por norma, os bancos são mais rápidos a baixar a taxa dos depósitos que a do crédito. Só para se ter uma ideia, no final de 2018, um depósito à ordem a mais de um ano rendia ao cliente 4,50%, enquanto em Julho rendia 3,75%. Se pelos depósitos os bancos "pagam" pouco, pelos créditos continuam a cobrar muito. No final de 2018, por um empréstimo a particulares a mais de um ano os bancos cobravam 21,38% em juros, enquanto em Julho cobravam 17,08%, uma redução de 4,3 pontos percentuais. (...)

(Leia o artigo integral na edição 540 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Setembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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