Seguradoras têm mais dúvidas do que certezas sobre o arranque da AngoRe

Seguradoras têm mais dúvidas do que certezas sobre o arranque da AngoRe
Foto: Lídia Onde

Operadores questionam se capital social de 50 milhões USD e baixo "know-how" dos quadros nacionais para resseguradora vão suportar actividade. Levantam ainda dúvidas sobre quem afinal vai integrar corpo accionista da companhia que quer reter no País prémios de seguros transferidos para o exterior. Regulador diz que AngoRe é para sair.

Quatro dos 27 operadores do sector segurador, incluindo a gigante ENSA, estão a colocar dúvidas sobre a entrada em funcionamento da empresa nacional de resseguros, a AngoRe, cujo capital social está previsto em 50 milhões de dólares, quando já só faltam pouco menos de dois meses para o fim de 2019, período programado para o arranque da empresa, considerando projecções da anterior administração da Agência de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).

A justificar o receio das seguradoras está o capital social - que consideram insuficiente -, o know-how e até a capacidade de algumas seguradoras em integrarem a estrutura accionista da futura empresa de resseguros. Essa é pelo menos a percepção dos gestores da Fortaleza Seguros, Sol Seguros, Bic Seguros e a estatal ENSA.

Estas incertezas ficaram evidente no IV Fórum Seguros, a maior cimeira do sector em Angola promovida pelo Expansão, no dia 15 de Novembro, com os líderes das companhias, alinhados, a baterem forte contra o modelo de organização da AngoRe.

Todos consideram que o capital social de 50 milhões de dólares é insuficiente para uma empresa que vai operar num mercado com empresas - como as do sector petrolífero - com capital que ascendam aos mil milhões.

Mas isso não retirou a importância que os operadores dão na entrada em operação da resseguradora nacional. Daí que separaram o tema "AngoRe" em "contras" e "prós". Ou seja, mostraram as vantagens e desvantagens do projecto considerando o modelo de criação.

É o caso de Paulo Bracons, recém-indicado PCA da Fortaleza Seguros, gestor que considera que a iniciativa é "peça importante (...) para evitar a expatriação de capitais por via do resseguro".

Aliás, foi também com esse objectivo que o Governo pensou na criação da AngoRe. Como já escreveu o Expansão em edições passadas, resseguro pressupõe, em termos práticos, partilhar riscos, partilhando igualmente o prémio. Quando a operação é realizada fora do país, implica saída de divisas. (...)


(Leia o artigo integral na edição 551 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Novembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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