Escola de lapidação de diamantes entra em funcionamento em 2020

Escola de lapidação de diamantes entra em funcionamento em 2020
Foto: César Magalhães

A venda de diamantes em bruto ao estrangeiro impede a entrada de milhões de dólares de receitas para os cofres do Estado. O futuro do sector passa pela dinamização da lapidação para acrescentar valor aos diamantes angolanos, vendendo-os ao estrangeiro já lapidados.

A província da Lunda Sul, região onde está a nascer o pólo de desenvolvimento da indústria de lapidação de diamantes, vai contar, a partir do próximo ano, com uma escola de formação de técnicos, numa medida que visa dinamizar a indústria da lapidação para acrescentar valor aos diamantes angolanos.

O objectivo é garantir que os diamantes angolanos comecem a ser comercializados com o valor real do mercado internacional, segundo disse o director nacional de recursos naturais, André Buta, quando dissertava, no segundo conselho de direcção alargado da Sociedade Mineira de Catoca, que se realizou na Lunda Sul, sobre o tema "O Futuro da Indústria Diamantífera."

André Buta lembrou aos mais de duas centenas de delegados que participaram do encontro, que a aposta do Governo neste segmento de negócio é atrair mais investimentos que possam gerar emprego e aumento da renda das famílias de uma região que produz 90% dos diamantes que o País comercializa.

"Temos um objectivo para 2020 que é criar condições para dinamizar a indústria de lapidação e isso passa por assegurar a formação de quadros angolanos e atrair mais investimentos para essa indústria que pensamos ser o futuro dos diamantes", referiu o gestor.

O responsável explicou que a venda de diamantes em bruto tem causado perdas de milhões de dólares de receitas para os cofres do Estado e das empresas que operam no subsector. Por isso, sublinhou que é determinante para as autoridades apostar na lapidação para agregar valor às pedras preciosas angolanas. Explicou ainda que durante muitos anos as empresas que operam na exploração de diamantes foram afectadas pelas barreiras políticas que definiam a venda de diamantes aos clientes preferenciais e garantiu ter chegado o momento de se investir cada vez mais. (...)


(Leia o artigo integral na edição 553 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Dezembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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