Exigência de garantias às empresas trava financiamento à economia

Exigência de garantias às empresas trava financiamento à economia
Foto: Quintiliano dos Santos

Aumentar a produção nacional para diminuir as importações é o objectivo do Executivo que, no entanto, tem "esbarrado" no número baixo de aprovação de crédito ao sector privado. Bancos estão mais exigentes e querem mais garantias para evitar erros do passado.

As exigências de garantias por parte da banca para a atribuição de financiamentos tem sido um entrave à concessão de empréstimos bancários que visam a dinamização da economia por via da produção nacional, isto numa altura em que o País tem disponíveis seis mecanismos de financiamento no valor de 848 mil milhões Kz.

De acordo com o secretário de Estado para a Economia, Sérgio Santos, apesar de existirem mecanismos que têm disponíveis 2.000 milhões USD, como o Programa de Apoio ao Crédito (PAC) ou linhas de financiamento do Deutsch Bank (ver gráfico), o certo é que até ao momento só foram concedidos cerca de 50 mil milhões Kz em financiamento a empresas nacionais.

E o problema reside no facto de muitos dos projectos submetidos não cumprirem as garantias que os bancos exigem para conceder crédito. Até porque muitos dos projectos terão que ser submetidos às entidades que financiam esses mecanismos (como o Banco Africano de Desenvolvimento) que são irredutíveis no cumprimento dessas garantias num País que, de acordo com a Moody"s, tem o crédito malparado mais elevado do continente africano. "Precisamos de fazer subir a carteira de crédito.

Precisamos que os operadores económicos passem do plano da crise para as oportunidades da crise. Têm que olhar para a crise como uma lógica de oportunidade e actuar perante essa oportunidade", sublinhou o secretário de Estado numa conferência de imprensa que decorreu no antigo Grecima, na quarta-feira, para apresentar os recursos disponíveis para financiar o sector privado numa altura em que o País procura aumentar a produção nacional de forma a diminuir o volume de importações que, só entre Janeiro e Novembro já atingiu os 1.300 milhões USD. (...)

(Leia o artigo integral na edição 554 do Expansão, de sexta-feira, dia 13 de Dezembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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