Previsão de vendas 7 mbd acima do limite imposto pelo acordo OPEP+

Previsão de vendas 7 mbd acima do limite imposto pelo acordo OPEP+

O plano de vendas em Maio para entrega em Junho prevê 39 carregamentos e um volume de vendas de 1,25 milhões barris/dia, sendo que o limite imposto no acordo OPEP+ é de 1,18 milhões. O plano de corte na produção tem de passar por um acordo com as companhias petrolíferas internacionais.

Angola tem vindo a baixar a sua produção nos últimos meses, mas ainda assim está longe dos limites impostos para o País em resultado do acordo OPEP+, que entrou em vigor nesta sexta-feira, dia 1 de Maio. Este impõe como limites para Angola a produção de 1,18 milhões barris/dia para Maio e Junho e 1,2 milhões de Julho a Dezembro. O plano de carregamentos, divulgado na 4.ª feira, dia 29, para a nossa produção de Maio e entrega em Junho contempla um valor de 1,25 milhões (39 carregamentos), acima da quota que nos foi atribuída.

Angola atrasou-se na entrega deste plano, exactamente porque, ao que tudo indica, ainda não há um acordo com as petrolíferas sobre onde e como se vai cortar. Se para os países da OPEP esta questão é simples, ou seja, as companhias petrolíferas estatais têm percentagens de produção que lhes permitem assumir estes cortes, para a Sonangol, devido à sua fraca percentagem na produção angolana, o cumprimento destas metas exige sempre acordo com as companhias internacionais pois elas têm também de aceitar baixar a sua produção. Mesmo que a Sonangol abdique dos seus carregamentos para entrega em Junho, o valor não será suficiente.

Parece seguro que a petrolífera nacional será a maior prejudicada neste plano de cortes, mas não é possível confirmar que acordo foi feito entre as partes, uma vez que não foi divulgado pelo Ministério ou pela Agência. Esta é também uma situação nova para o País, que, na verdade, nunca fez cortes na sua produção. A solução será a escolha de um bloco onde serão feitos os cortes, sendo que as companhias petrolíferas vão abdicar das vendas de acordo com a percentagem que tenham nessa unidade de produção. (...)

(Leia o artigo integral na edição 572 do Expansão, de sexta-feira, dia 1 de Maio de 2020, em papel ou na versão digital disponível aqui)

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