Investimentos estrangeiros para a substituição das importações

Investimentos estrangeiros para  a substituição das importações
Foto: D.R.

A diversificação da economia pela substituição das importações parte da premissa de que o desenvolvimento económico e, mais especificamente, a industrialização pode ser alcançada através do aumento da capacidade de produção local em detrimento da importação de produtos estrangeiros.

A ideia é que substituindo as importações de certos produtos, incluindo de insumos, a economia nacional possa ser menos dependente do estrangeiro, mais resiliente, mais diversificada e com melhor capacidade de gerar um bem-estar crescente.

A substituição é medida pela mudança na proporção de importações em relação à disponibilidade total (importações e produção nacional) de um produto ou categoria de produtos. Se esse índice cai ao longo do tempo, diz-se que ocorreu a substituição de importação. A estratégia típica é a de erigir barreiras tarifárias (aumento da pauta aduaneira), ou quotas em certos produtos importados ,e tentar criar uma indústria local para produzir esses bens.

Substituição das importações

Duas razões explicam a adopção desta estratégia: promover a industrialização e lidar com os desequilíbrios do comércio externo, que ocorre quando o valor das importações supera consistentemente o das exportações.

A adopção de estratégia de substituição está relacionada com a incapacidade da indústria local em competir com as empresas estrangeiras, tendo em conta a diferença de capacidade tecnológica. Com a protecção aduaneira, a indústria nacional ganha espaço e tempo para desenvolver e adaptar os seus métodos de produção ao mesmo nível tecnológico do que o das empresas concorrentes do mercado internacional.

A protecção contra as importações é fundamentada como essencial para a sobrevivência da indústria nascente, enquanto a economia estabelece as condições necessárias para que as suas actividades resultem no aumento do bem-estar social. Com a protecção, a indústria recém-criada pode ter uma vantagem comparativa a longo prazo, alcançando progresso tecnológico e economias de escala.

Com a indústria protegida das importações, haverá melhores possibilidades para o seu crescimento. A protecção funciona como uma garantia de que o mercado doméstico será lucrativo para as empresas nacionais ou domiciliadas no País. Ao proteger a produção nacional, a industrialização será mais rápida, já que os produtores nacionais poderão aumentar a sua capacidade de produção sem a concorrência estrangeira.

Para além disso, com uma indústria nacional dinâmica são criadas as oportunidades para o país se afirmar no mercado internacional.

* Economista

(Leia o artigo integral na edição 584 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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