Técnicos de reparação de telemóveis querem reconhecimento do Estado

Técnicos de reparação de telemóveis querem reconhecimento do Estado
Foto: César Magalhães

A reparação de aparelhos de telemóveis e tablets, é uma forma de ganhar a vida para muitos jovens no mercado dos congoleses. Carlos Avelino é um caso de sucesso neste negócio, um empreendedor que começou por trabalhar apenas como técnico, e que agora expandiu o seu negócio com a implementação da sua loja, onde trabalha há sete anos.

O técnico, que é também comerciante de acessórios para aparelhos de telemóveis e tablets, explicou que os materiais mais procurados pelos seus clientes são da marca Samsung e Iphone, visores e suportes digitais, sendo que os compra na China e nos Emirados Árabes Unidos (Dubai), onde existe maior variedade e um preço mais baixo.

Carlos Avelino avançou que, neste momento, enfrentam dificuldades em adquirir mercadorias porque o espaço aéreo esteve fechado seis meses para os voos comerciais. Os preços dos acessórios variam entre os 20 mil e 15 mil Kz, estão mais caros porque o acesso aos dólares está cada vez mais difícil, não há divisas nos bancos comerciais e são obrigados a comprar nas kinguilas. Mas confirma que o negócio continua a ser rentável. "Com este trabalho já consegui construir a minha casa e também garantir emprego a três funcionários, sendo que pagamos uma renda mensal na loja de 5 mil Kz", explicou.

Por sua vez, Garcia Calala outro técnico de reparação de telemóveis desde 2010 no mercado dos Congolenses, disse ao Expansão que aprendeu a profissão por intermédio de um amigo, depois teve que frequentar um curso de gestão informática (hardware e software) por um período de seis meses a fim de aperfeiçoar a técnica de reparação. Quanto às marcas mais procuradas para a reparação, Garcia acrescenta que os tipos de telemóveis mais solicitados são: Samsung, Iphone, Itel e Tecno. Os acessórios mais procurados para o concerto dos aparelhos são as placas, os visores e os écrans, que são os que se partem com mais facilidade.

O preço dos materiais variam em função da marca e modelo do aparelho, e se são para telefones ou tablets. Por exemplo, uma placa de um telefone da marca Samsung modelo A20 custa 60 mil Kz; quanto que o preço do visor pode chegar até 35 mil Kz.

"Muitos clientes deslocam-se ao mercado não só para reparar os seus telefones, como também para venderem alguns aparelhos com ligeiras avarias como por exemplo as placas e visores", disse.

Quanto ao preço da mão-de-obra pela prestação do serviço, Garcia Calala contou que não existe um valor fixo, depende do tipo de aparelho e da complexidade da avaria. "Há trabalhos que cobramos entre 2 mil a 10 mil Kz", rematou.

(Leia o artigo integral na edição 595 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Outubro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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