Angola avalia se vale a pena aderir a organizações internacionais quando já gasta 100 milhões anuais

Angola avalia se vale a pena aderir a organizações internacionais quando já gasta 100 milhões anuais
Foto: D.R.

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, e a secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva, estão de acordo, não faz sentido o Governo aderir a organizações internacionais que absorvem muito dinheiro e das quais o País não tira grandes benefícios.

O Executivo está por isso a avaliar a adesão a organizações internacionais, com as quais o Executivo gasta 100 milhões USD anualmente.

Veio o assunto a propósito da questão levantada por um deputado, durante a discussão na especialidade da proposta de OGE 2021, sobre as razões da não adesão de Angola à Corporação Financeira Africana (AFC, na sigla em inglês).

Aia-Eza da Silva admitiu que o Governo tem estudado os valores investidos na joia que é exigida para admissão nestas organizações, comparando com os benefícios que Angola tira da participação nas mesmas. "Nós, como país, hoje já gastamos 100 milhões USD em participações em organizações internacionais", informou a secretária de Estado, que admitiu que o dinheiro para aqui canalizado "podia servir para outras coisas" e que "tirando três ou quatro onde conseguimos efetivamente financiamento e ganhos particulares, nós não temos outras grandes valias de participar em tantas organizações", disse Aia-Eza da Silva.

A governante adianta que para além do mais o Governo não é obrigado a aderir a mais uma instituição internacional, quando há outras entidades nacionais e privadas que desempenham o mesmo papel.

Sobre a AFC, o ministro das Relações Exteriores, considera que Angola já integra outras organizações semelhantes, como Banco Africano de Desenvolvimento ou o African Eximbank, e que no caso da AFC tem um capital de cerca de 6,6 mil milhões de dólares, 55,3% proveniente do setor privado e 44,7% do Governo da Nigéria.

Teté António considera por isso que é preciso fazer um exercício de avaliação "sobre a importância da nossa adesão a muitas instituições internacionais", trabalho que, de acordo com o governante, está a decorrer em articulação com o ministério das Finanças.

A AFC tem como membros a Nigéria, Benim, Cabo Verde, Chade, Costa do Marfim, Djibuti, Eritreia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Ilhas Maurícias, Ruanda, Serra Leoa, Togo, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

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