"Já exportamos ouro, embora ainda em pequenas quantidades "

"Já exportamos ouro, embora ainda em pequenas quantidades "
Foto: César Magalhães

Já vendemos ouro produzido em Angola? Já! É um projecto pequeno, que foi feito pela Ferrangol e que me orgulha bastante porque foi feito por engenheiros angolanos. Foi dirigido por mim, enquanto PCA da Ferrangol, mais do ponto de vista teórico. Uma parceria com uma empresa privada, que já fez duas, e penso que está a fazer a terceira exportação. Mas quantidades pequenas.

Podemos ser produtores de ouro com alguma dimensão ou será sempre uma actividade marginal?

Este processo que falei é no Chipindo, na Huíla. Existe já uma outra empresa no Huambo que vai fazer este ano a primeira exportação. Para o ano, pensamos ter a funcionar mais dois projectos no ouro. Mas existem já muitos outros projectos a desenvolverem-se. O potencial existe, mas existem outros países que estão há muito tempo nesta actividade, que já têm um histórico.

Que outros minerais temos com potencial em Angola?

O conhecimento geológico do nosso País é pouquíssimo e daí o Plano Nacional para ajudar. Neste momento, conseguimos trazer para Angola uma grande empresa mineira, a Angloamerica, que assinou connosco cinco contratos para a prospecção de metais básicos. Isto é um grande êxito. Temos vários projectos para fazer prospecção de cobre, temos empresas a fazer prospecção de lítio, prospecção de manganês, prospecção de nióbio em Quilengues na Huíla, temos também um projecto que neste primeiro semestre podemos ter novidades de entrada em produção no Longonje, Huambo, de terras raras. É um projecto entre a Ferrangol, que vai sair, empresários angolanos e uma empresa júnior australiana, cotada nas bolsas internacionais, e se correr bem teremos um projecto muito interessante. É o futuro, as terras raras. O Fundo Soberano entrou neste projecto.

O sector mineiro pode crescer mais que o petróleo?

Há perspectiva nesse sentido.

Mas pode crescer mais ou muito mais?

Relativamente ao existente, muito mais! Lembrar também o projecto que temos para o ferro. Já temos o empreendimento de Cassinda, que é muito conhecido, a Ferrangol também vai sair e foi concedido a uma empresa siderúrgica turca privada. E foi intencional, porque é nossa estratégia ter uma siderurgia. Nesta altura, já temos cerca de 20 técnicos turcos a trabalhar na Jamba, e com a libertação da Sonangol do porto mineraleiro, que o utilizava para fazer as suas descargas, vamos agora fazer as adaptações necessárias. É um projecto muito interessante, parte da produção vai para exportar, para as suas necessidades, eles têm várias siderurgias na Argélia, na Turquia, na Europa, e parte será para a produção de aço em Angola, queremos instalar a siderurgia no Namibe.

(Leia o artigo integral na edição 606 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Janeiro de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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