Director Carlos Rosado de Carvalho

Economistas da Bloomberg revêem crescimento português em baixa

Economistas da Bloomberg revêem crescimento português em baixa

Os economistas inquiridos pela agência de informação financeira Bloomberg na semana passada estão mais pessimistas sobre a evolução da economia portuguesa, antecipando um crescimento do PIB de 1,2% este ano, quando antes previam 1,5%.

De acordo com a estimativa média dos 22 economistas inquiridos pela Bloomberg, Portugal vai crescer 1,2% este ano e acelerar para 1,5% em 2017, abrandando depois novamente para 1,2% em 2018.

Na sondagem anterior, Portugal crescia 1,5% este ano, 1,6% em 2017 e 1,3% no ano seguinte.

Na base deste abrandamento está a expectativa dos economistas para a segunda metade deste ano: no terceiro trimestre, os economistas pioraram a previsão de crescimento do PIB português, de 1,6% para 1%, e no último trimestre a previsão passou de 1,8% para 1,2%.

O Governo português prevê uma expansão do PIB de 1,8% neste e no próximo ano, e uma ligeira aceleração para 1,9% em 2018, seguida de mais um ponto percentual em 2019 e outro em 2020.

No que diz respeito à taxa de desemprego, as previsões dos economistas são também mais pessimistas que as do Governo: enquanto o Executivo prevê que a taxa fique nos 11,4% este ano e se reduza para 10,9% e 10,4% em 2017 e 2018, os economistas inquiridos pela Bloomberg antecipam que este ano a taxa de desemprego chegue a 11,8%, descendo depois para 11,1% em 2017 e 10,8% em 2018.

Os economistas ouvidos pela agência estimam ainda que o défice das contas públicas em Portugal fique, em média, nos 3,1% do PIB este ano, melhorando para 2,8% em 2017.

No Programa de Estabilidade 2016-20130 entregue pelo Governo português em Abril, prevê-se que o défice seja de 2,2% este ano e de 1,4% em 2017, reduzindo-se para 0,9% em 2018.

Nas previsões económicas divulgadas a 1 de Junho, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) piorou a sua estimativa para o défice de Portugal, esperando agora que atinja os 2,9% do PIB este ano, quando em novembro antecipava um défice de 2,8%.

Assim, a OCDE está mais pessimista do que o Governo, e junta-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que também antecipa um défice de 2,9%, e à Comissão Europeia, que estima um défice de 2,7% este ano.

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