Director Carlos Rosado de Carvalho

Injecção de divisas recuou 37% em 2016, o pior ano desde 2009

Injecção de divisas recuou 37% em 2016, o pior ano desde 2009

Os bens alimentares foram o sector que mais beneficiou das vendas do BNA, com 1,6 mil milhões USD. Apesar das restrições às vendas de divisas, as Reservas Internacionais Líquidas angolanas não pararam de cair tendo recuado quase 4 mil milhões USD para pouco mais de 20 mil milhões entre Dezembro 2015 e Novembro 2016.

A injecção de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) aos bancos comerciais caiu 37% no ano passado face ao ano de 2015, fixando-se em 10,9 mil milhões USD contra os 17,4 mil milhões USD cedidos há dois anos, de acordo com cálculos do Expansão a partir do mapa de venda de divisas do BAnco NAcional de Angola (BNA).
Desde modo, o ano de 2016 passa a ser o pior desde 2009, em termos de cedência de divisas. Na altura, fruto da crise financeira, o BNA cedeu à banca comercial pouco mais de 10,6 mil milhões USD, praticamente o mesmo que no ano passado.
A escassez de dólares no BNA em 2016 fez disparar o preço da nota "verde" nas "kinguilas", causando efeito negativo na economia, pois o diferencial entre a taxa de câmbio praticada pelo BNA e o mercado informal foi muito acentuado, com enormes benefícios financeiros e ilegais para quem actuou no mercado paralelo. Por exemplo, no mês de Maio a taxa de câmbio média no mercado informal atingiu o máximo histórico de 620 Kz, por um dólar, enquanto a taxa do mercado oficial rondava os 166 Kz. Ou seja o dólar valia três vezes mais nas kinguilas do que no BNA.

(Leia a notícia na integra na edição 403 do Expansão, de sexta-feira 06 Janeiro 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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