Director Carlos Rosado de Carvalho

Singapura e Hong Kong são as cidades mais caras do mundo

Singapura e Hong Kong são as cidades mais caras do mundo

Cidades asiáticas continuam a liderar ranking mundial de custo de vida, publicado pela revista económica britânica Economist Intelligence Unit.

Singapura e Hong Kong continuam a liderar o ranking das cidades onde o custo de vida é mais elevado. Em sentido contrário, Almaty, no Cazaquistão, e Lagos, na Nigéria, são as cidades mais baratas do mundo, segundo o ranking mundial de custo de vida, publicado esta semana pela Economist Intelligence Unit.

O relatório "Worldwide Cost of Living" compara mais de 400 preços individuais, no âmbito de 160 produtos e serviços, incluindo comida, bebida, vestuário, produtos de higiene pessoal, rendas, transportes, escolas privadas e custos de lazer, entre outros. O estudo tem como objectivo apoiar os recursos humanos de empresas a calcular as despesas dos funcionários que tenham de viver ou deslocar-se a diferentes países.

As cidades japonesas de Tóquio e Osaka regressaram ao "top ten" das cidades mais caras. O relatório da revista económica britânica coloca as cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro no topo da lista das dez que mais subiram no ranking nos últimos 12 meses. São Paulo subiu 29 lugares (fixando-se em 78.º), seguido do Rio de Janeiro que subiu 27 (ficando no lugar 86.º)

. Segundo o relatório, esta alteração significativa faz parte de uma "montanha russa" a que as duas cidades têm assistido, e que se insere num contexto, que envolve outros países, de flutuações nos preços das "commodities" e do petróleo que, por sua vez, fazem oscilar o valor das moedas e, com isso, geram inflação.

"Há cinco anos, São Paulo estava entre as 30 cidades mas caras do mundo, mas no ano passado ficou entre as 30 mais baratas. No último ano, uma recuperação no valor do real e uma inflação a quase dois dígitos empurraram São Paulo e o Rio de Janeiro para 78.º e 86.º, respectivamente".

A Economist Intelligence Unit prevê que o próximo ano seja de mudanças, não só porque o preço do petróleo e das "commodities" vai voltar a subir - o que vai ter impacto nos preços, "especialmente nos mercados onde os bens básicos compõem o grosso do cabaz de compras" -, mas também devido a mudanças políticas. Este ano pode ser afectado por "vários choques políticos e económicos, que causem um efeito mais profundo", como o "Brexit" do Reino Unido, que deverá sair da União Europeia, a possibilidade de mais referendos para saída da EU, ou a incerteza provocada pela governação de Donald Trump nos EUA.

A capital angolana, conhecida como a mais cara do mundo para os expatriados, não foi considerada no ranking da publicação.

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