Director Carlos Rosado de Carvalho

Eduardo Kuangana fora da corrida à liderança do PRS

Eduardo Kuangana fora da corrida à liderança do PRS

Com a saída de cena do líder histórico, três nomes apresentam-se ao congresso ordinário no qual será escolhido o presidente do partido para os próximos 5 anos.

O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Eduardo Kuangana, que lidera o partido desde a sua fundação, a 18 de Novembro de 1990, é o grande ausente na corrida à liderança do partido durante o congresso marcado para 29 e 31 de Maio, confirmou o porta-voz do IV Congresso, Manuel Muxito.

De acordo com o porta-voz, Kuangana não será candidato por questões de saúde. Contactado pelo Expansão, Kuangana recusou prestar quaisquer declarações sobre o assunto, alegando também "questões de saúde".

Questionado sobre a possibilidade de ser o cabeça-de-lista do partido às eleições gerais deste ano, o ainda líder do PRS remeteu a resposta ao secretário-geral do partido, Benedito Daniel, que esclareceu que, "em princípio, e de acordo com os estatutos do partido, o cabeça-de-lista é aquele que for eleito no congresso, mas a reunião do Comité Nacional, a ter lugar no princípio do próximo mês, irá analisar o tema".

Entretanto, já terminou o prazo de candidaturas à liderança do partido e foram recebidas as candidaturas de Benedito Daniel, João Baptista Ngandajina e Sapalo António. O primeiro é secretário-geral do partido e presidente do Grupo Parlamentar; Ngandajina foi igualmente secretário-geral do partido, deputado à Assembleia Nacional (2008/2012) e ministro da Ciência e Tecnologia no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN); por último, Sapalo António é secretário para a economia e finanças e antigo vice-ministro da Indústria no GURN.

De acordo com porta-voz do PRS, são elegíveis a líder do partido os membros que tiverem, no mínimo, 10 anos de militância, 35 anos de idade mínima e nenhuma sanção disciplinar no partido. O IV Congresso do PRS irá debruçar-se no balanço da actual legislatura, aprovar o programa de governação do partido, e aprovar a estratégia eleitoral. Pretende ainda aprovar emendas imprevisíveis ao estudo do programa e eleger os membros do comité nacional e o líder do partido. De recordar que, nas eleições de 1992, o PRS elegeu seis deputados. Em 2008, subiu para oito deputados, e em 2012 desceu para três .

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