Director Carlos Rosado de Carvalho

"Estaremos atentos a fusões e aquisições e abertos a oportunidades"

"Estaremos atentos a fusões e aquisições e abertos a oportunidades"

A Empresa Nacional de Seguros de Angola (Ensa) apresentou esta semana lucros de pouco mais de 6 milhões USD em 2016. Em entrevista ao Expansão, Manuel Gonçalves diz que a seguradora está atenta a oportunidades de negócios.

Este mês a Ensa assinala 39 anos. Que balanço faz do percurso da empresa?

A ENSA foi o elemento institucional que garantiu a transição do sistema segurador colonial para outro, diferente, na Angola independente, em situação de monopólio, em que fez a gestão de grandes riscos ligados a áreas estratégicas da economia nacional, como a petrolífera, dos diamantes, aviação e infra-estruturas de vulto e responsabilizou-se por sinistros de grande monta, além da promoção da cultura sobre a importância da contratação de seguros para a protecção dos activos das empresas e das famílias. Adicionalmente, influenciou a construção do ordenamento jurídico e regulamentar do sector, incluindo o surgimento do seu órgão regulador, e a abertura e desenvolvimento do mercado. Apesar do crescimento muito rápido e acentuado de operadores, mantendo uma quota de mercado que ronda os 50%, elevada taxa de retenção dos clientes e uma notoriedade espontânea da sua marca que a torna inconfundível, reconhecida e respeitada local e internacionalmente no mercado ressegurador.

Em que medida a crise tem afectado a vossa actividade?

Adaptámo-nos depressa a esse quadro, a que reagimos com serenidade e confiança, proactividade e muita inovação. Focámo-nos na optimização da gestão a todos os níveis, designadamente do risco, do compliance e do controlo interno, com tecnologias e processos mais exigentes. Implementámos um plano de redução de custos, criámos novos produtos e serviços, preparámos as nossas forças de vendas e de regularização de sinistros, aumentámos a nossa capacidade comercial e, executámos um plano integrante de várias campanhas bem estruturadas e dinamizadas. Passámos a controlar melhor os rácios de sinistralidade de cada um dos clientes. Celebrámos com seis bancos protocolos para o débito directo e automático em conta que permite ao segurado o pagamento com maior conforto e segurança e a prestações. Conseguimos tornar equilibrada a natural oscilação de clientes e da produção, em situação de adversidade, com impacto positivo nos resultados, que cresceram 44%, registando-se um aumento da taxa de crescimento dos indicadores de autonomia financeira em 17% e de solvabilidade financeira em 26%.

(Leia o artigo na integra na edição 417 do Expansão, de quinta-feira 13 de Abril de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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