Director Carlos Rosado de Carvalho

MPLA promete melhorar ambiente de negócios do País

MPLA promete melhorar ambiente de negócios do País

Partido do poder desculpa-se com a crise para justificar incumprimento de promessas de há cinco anos. Agora, promete 500 mil novos postos de trabalho, crescimento da economia acima das previsões internacionais e a subida em 12 lugares no Doing Business do Banco Mundial. Fontes do Expansão falam em "pouca ambição".

O MPLA está a ser "pouco ambicioso" em relação à promessa de colocar o País na posição 168 do Doing Business, relatório do Banco Mundial que avalia o ambiente de negócios dos países, afirmam fontes consultadas pelo Expansão.

Para o economista César Baptista, vale a pena subir 12 lugares, mas é insuficiente para a resolução dos problemas actuais. César Baptista sugere que o País tenha como modelo a Noruega, por ser um país "sem pobres" e quase "sem corrupção". "Para isso, precisamos criar incubadoras que incentivem o crescimento do empresariado", sublinha.

O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, afirma igualmente ser "falta de ambição" pois "era melhor dizer que vamos procurar melhorar o ambiente de negócios, a ter que ambicionar este lugar (168)". O representante dos empresários acrescenta: "dizer-se que vamos subir 12 lugares é o mesmo que dizer que vamos continuar a estar em piores posições". Para Severino, o País tem muitos constrangimentos mas, com ambição, poderá até dar saltos no índice.

Já o economista Victor Hugo entende que, ao ambicionar tal posição, o MPLA admite fraquezas. "O MPLA conhece as suas debilidades internas e sabe quais os desafios que vai encontrar para desburocratizar uma estrutura que tem anos", disse, considerando que "a projecção foi feita sem muito optimismo".

Sobre o combate à corrupção, uma das bandeiras do candidato João Lourenço, César Baptista considera que, juntamente com o nepotismo, são dois problemas "endémicos" e afirma mesmo que "neste momento, combater a corrupção significa que a maioria dos governantes vai para a cadeia. Para combater este mal, tem de haver mudança de mentalidade e estabilidade económica".

Como exemplo, afirma que "os países que combateram a corrupção têm os seus governantes a viajarem em autocarros, e os nossos governantes em carros que custam acima de 100 mil USD. Desta forma não se resolve o problema da corrupção".

(Leia o artigo na integra na edição 419 do Expansão, de sexta-feira 28 de Abril de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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