Director Carlos Rosado de Carvalho

Países do G7 ausentes do arranque de Novas Rotas da Seda

Países do G7 ausentes do arranque de Novas Rotas da Seda

A China lançou oficialmente as Novas Rotas da Seda, que engloba 65 países da Ásia, Europa e África, mas a ausência de grandes líderes mundiais está a ser encarada como um boicote do ocidente à iniciativa de Xi Jinping. Pequim vai contribuir com 23.200 milhões USD para projectos e ajuda a países em desenvolvimento.

A China quer reactivar a Rota da Seda, que na Antiguidade permitia a passagem das caravanas do comércio da seda entre o Oriente, Europa e o norte de África, mas conta com pouca adesão das grandes potências económicas.

À excepção do Presidente de Itália, Paolo Gentiloni, nenhum dirigente do G7 esteve em Pequim, no Fórum de Cooperação Internacional das Novas Rotas da Seda, que marcou o arranque do projecto. A maioria dos países ocidentais, nomeadamente a Alemanha, Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido não estiveram representados ao mais alto nível. Espanha, Itália, Polónia, Malásia e Mongólia enviaram os respectivos primeiros-ministros. E apenas os presidentes da Rússia, Turquia, Argentina, Chile, Filipinas, Cazaquistão e Bielorússia participaram na sessão de abertura, altura em que o Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que vai contribuir com 14.500 milhões USD adicionais para projectos que integrem o Fundo da Rota da Seda e providenciar ajuda, nos próximos três anos, no valor de 8.700 milhões USD, a países em desenvolvimento e a organizações internacionais que participem na iniciativa.

As "Novas Rotas da Seda" foram lançadas em 2013 pelo Presidente chinês, com o objectivo de reactivar a antiga rota comercial entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e sudeste asiático. O projecto inclui uma malha ferroviária, portos e autoestradas, que abrangem 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas, o que equivale a 60% da população mundial.

A iniciativa é dirigida a países asiáticos, europeus e africanos, mas está ab erta a todos os países que queiram "criar uma grande família de coexistência harmoniosa", como sublinhou Xi Jinping.

(Leia o artigo na integra na edição 419 do Expansão, de sexta-feira 28 de Abril de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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