Director Carlos Rosado de Carvalho

Suspeitas de fraude eleitoral agravam crise no Quénia

Suspeitas de fraude eleitoral agravam crise no Quénia

No meio de uma crise política provocada por escândalos de corrupção, acusações de favorecimento, aumento do preço dos alimentos e agravamento da dívida pública, o Quénia enfrenta acusações de fraude eleitoral. O candidato da oposição recusa os resultados parciais, que asseguram a reeleição de Uhuru Kenyatta.

Os resultados parciais das eleições presidenciais no Quénia, que asseguram a reeleição do Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, para um segundo mandato, com 54,57% dos votos, fizeram subir a tensão no país, mergulhado numa crise política provocada pelo agravamento do preço dos alimentos, escândalos de corrupção e acusações de favorecimento relacionadas com a duplicação dos preços da farinha de milho.
Na quarta-feira de manhã, a oposição rejeitou os resultados provisórios anunciados pela Comissão Eleitoral queniana (IEBC), após a contagem de 13,8 milhões de votos expressos em 90% das assembleias eleitorais. Horas depois dezenas de pessoas bloquearam com pedras e fogueiras algumas ruas de Mathare, nos subúrbios de Nairobi. À mesma hora, em Kisumu, no oeste do país, um grupo de apoiantes do candidato da oposição, Raila Odinga, saiu para a rua. Tal como em Mathare, a polícia dispersou os manifestantes com gás lacrimogéneo e disparos para o ar. Ao final do dia, contabilizavam-se sete mortos.

(Leia o artigo na integra na edição 434 do Expansão, de sexta-feira 11 de Agosto de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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