Director Carlos Rosado de Carvalho

Centenas de quilómetros separam eleitores das mesas de voto

Centenas de quilómetros separam eleitores das mesas de voto

A cinco dias das eleições-gerais, vários cidadãos queixam-se de terem sido colocados em cadernos eleitorais muito distantes das suas áreas de residência e outros dizem desconhecer em que locais deverão votar. Oposição responsabiliza a CNE e as empresas INDRA e SINFIC.

As longas distâncias, por vezes, atingem centenas de quilómetros, entre as residências dos cidadãos e as assembleias de voto podem obrigar os eleitores a desistir de votar, denuncia a oposição. Uma equipa de brigadistas da CNE, que solicitou anonimato, revelou ao Expansão existirem vários casos de cidadãos residentes em Luanda cuja indicação para a zona de voto aponta para fora da capital.
Filipe Nzage, que supostamente deveria votar no distrito urbano do Rangel, em Luanda, é um dos exemplos apresentados pelo secretário da UNITA para Assuntos Eleitorais, Vitorino Nhany. O mesmo acontece com, tal como Armando Pongolola, morador de Luanda que consta dos registos da Ganda, província de Benguela. Na mesma situação encontra Afonso Damião, que consta nos cadernos eleitorais de Menongue, província do Cuando-Cubango, mas que esperava exercer o voto em Luanda. "Os casos estendem-se um pouco por todo o País", garante Vitorino Nhany.
De acordo com o presidente do PRS, Bendito Daniel, que considera que estas são situações "propositadas", os cidadãos podem sentir-se desmotivados de votar.

(Leia o artigo na integra na edição 435 do Expansão, de sexta-feira 18 de Agosto de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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