Director Carlos Rosado de Carvalho

"O nosso status quo quase torna o mercado de capitais proibitivo"

"O nosso status quo quase torna o mercado de capitais proibitivo"

Há um ano à frente da CMC, Vera Daves defende em entrevista ao Expansão que as empresas que operam em Angola devem ter coragem para ser escrutinadas e acabar com o secretismo, pois só com excelência e transparência é que o País e a Bolsa vingam.

De que forma analisa e avalia as perspectivas económicas do País?
A nossa economia tem atravessado tempos desafiantes, à semelhança de outras economias com dependência acentuada na commodity petróleo. As previsões do FMI, no seu relatório sobre a economia mundial, World Economic Outlook, apontam para uma taxa de crescimento para a economia nacional em 2016 e 2017 abaixo das previsões do Governo. Muito embora as projecções do FMI sejam menos optimistas, devido ao cenário económico desafiante que o País atravessa, perspectiva-se, de facto, uma melhoria do desempenho da economia nacional este ano, tendo em conta o esforço fiscal substancial por parte do Estado, no sentido de minimizar os efeitos da queda das receitas fiscais petrolíferas sobre a economia. Uma nota importante é que não têm sido comprometidos os investimentos estruturantes que permitirão uma alteração estrutural da nossa economia e a retoma do crescimento económico.


Os investimentos estruturantes passam pela diversificação da economia, objectivo que os analistas dizem ainda não ter passado do papel?
O actual momento deve ser encarado como uma oportunidade de ouro para, definitivamente, mostrarmos ao mundo que a economia angolana deve e pode ir além do petróleo, porque há muito potencial por explorar de forma mais enfática. Não devemos cair na tentação de levar a cabo iniciativas ou investimentos de circunstância à espera que a maré chegue e o preço do petróleo suba. Devemos viver de outras fontes de rendimento, fazendo investimentos sérios, apostando na formação das pessoas, na responsabilização e não só. Há um conjunto de dilemas que cria obstáculos aos negócios que já estão implementados e que se forem resolvidos internamente trazem ganhos para toda a economia. Quem acredita em Angola deve estudar o mercado e estar atento para que consigamos dar a volta ao actual momento.

(Leia o artigo na integra na edição 438 do Expansão, de sexta-feira 08 de Setembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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