Director Carlos Rosado de Carvalho

Marceneiros 'resistem' às novas tendências com preços mais baixos

Marceneiros 'resistem' às novas tendências com preços mais baixos

Cada vez em menor número, os marceneiros angolanos apostam na qualidade dos produtos a um preço mais baixo que o mobiliário importado, que chega a custar dez vezes mais. Muitas vezes, a solução passa por replicar os modelos estrangeiros que os clientes lhes encomendam.

A marcenaria é hoje uma das profissões antigas que ainda resistem no mercado nacional e, apesar de serem cada vez em menor número, na cidade de Luanda, aliam a arte ancestral de uma profissão com as novas tendências que chegam ao País, através das mobílias importadas. Além do tradicional mobiliário, hoje em dia, é comum replicarem, a pedido dos clientes, mobílias modernas e por vezes exóticas que aparecem nos catálogos dos grandes armazéns. Nestes casos, prevalece o preço reduzido e a qualidade da madeira angolana.
Francisco Panzo, proprietário de uma oficina em Luanda, disse ao Expansão que muitos clientes valorizam o produto nacional, particularmente nas camadas mais jovens. "Por exemplo: os chineses trabalham com mais máquinas e maiores do que as nossas, mas, ainda assim, as nossas mobílias são mais resistentes do que as importadas, porque nós trabalhamos com madeira nacional, que é de qualidade", destacou. Marceneiro há 14 anos, Panzo conta que, na sua oficina, localizada no Talatona, o preço do metro quadrado de um armário de cozinha custa 75 mil Kz, uma cama de casal ronda os 100 mil Kz e os bancos custam 10 mil Kz.
A sua oficina produz desde camas, armários de cozinha (dos artigos mais vendidos), mesas, cadeiras e portas. A produção das mobílias demora entre uma semana e um mês.

(Leia o artigo na integra na edição 440 o Expansão, de sexta-feira 22 de Setembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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