Director Carlos Rosado de Carvalho

Solução para recuperação da economia? Repatriar o capital de angolanos no estrangeiro já!

Solução para recuperação da economia? Repatriar o capital de angolanos no estrangeiro já!

Neste espaço vamos tratar de analisar os motivos pelos quais mais do que atrair IDE, a elite política angolana deveria priorizar a criação de incentivos para (1) repatriar o capital angolano "parqueado" no exterior independentemente da forma como tenha sido acumulado.

Numa recente entrevista à agência de notícias espanhola EFE, reproduzida na edição 437 do Expansão, o presidente eleito João Lourenço quando questionado sobre qual era o seu plano para recuperar a economia de Angola respondeu que iria "convidar os investidores estrangeiros para Angola". Muitos governantes e alguns experts têm assinalado a necessidade que Angola tem de captar investimento directo estrangeiro (IDE) para a recuperação da sua economia. Neste espaço vamos tratar de analisar os motivos pelos quais mais do que atrair IDE, a elite política angolana deveria priorizar a criação de incentivos para (1) repatriar o capital angolano "parqueado" no exterior independentemente da forma como tenha sido acumulado e (2) assegurar que os dividendos do investimento angolano no exterior sejam reinvestidos no sector produtivo nacional.
A ideia segundo a qual os países deveriam competir entre si para a captação de IDE, faz parte de um pacote de reformas de ajustamento estrutural denominado na literatura por "Consenso de Washington"(1). Tais medidas de reforma surgiram em força nos anos 80 e 90 como forma dos países em desenvolvimento, com particular referência para os países africanos, fazerem face aos sérios desajustamentos a nível da balança de pagamentos, fruto do investimento, em muitos casos, em projectos estruturantes financiados, em dólares norte-americanos, pelo Banco Mundial e/ou pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Fruto do aumento brusco da taxa de juro da Reserva Federal Americana (2) estas instituições financeiras aproveitaram o choque e desajustamentos a nível da balança de pagamentos dos vários países para que estes, de uma forma condicional, implementassem uma agenda neoliberal (3) com resultado negativo. Hoje o "Consenso de Washington" é artificialmente apresentado como necessidade de criação de um ambiente de negócios favorável (4).

(Leia o artigo na integra na edição 440 o Expansão, de sexta-feira 22 de Setembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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