Director Carlos Rosado de Carvalho

Dois pedidos ao Chefe JLO

Dois pedidos ao Chefe JLO

Pronto. Já conhecemos os "ajudantes" do Presidente da República. São 31 ministros, menos quatro do que os 35 da estrutura anterior - estou a incluir no novo Governo o ministério da Justiça que, devido a um lapso, suponho eu, não faz parte da lista divulgada pela Presidência da República.

Aqueles que, como eu, esperavam uma estrutura do Executivo (muito) mais leve, talvez embalados pelas promessas de João Lourenço (JLO), desiludiram-se.

Pessoalmente, entendo que nas pastas económicas se poderia e deveria ter ido (muito) mais longe. Por mim não precisávamos do Ministério do Desenvolvimento Económico e Social, sendo eventuais funções de coordenação atribuídas ao Vice-Presidente da República; Criava dois super-ministérios: o Ministério da Economia, juntando os ministérios sectoriais (nomeadamente o do Comércio, da Hotelaria e Turismo e da Indústria), e o Ministério das Infra-estruturas, reunindo a Construção, o Ordenamento do Território, a Habitação, os Transportes, as Telecomunicações, e a Energia e Águas; unia a Agricultura, Florestas, Pescas e Ambiente num único Ministério, e colocava o Planeamento nas Finanças.

Nas pastas sociais e políticas punha os Antigos Combatentes na Defesa, juntava Cultura e Desporto e passava a Comunicação Social a secretaria de Estado.

Tudo somado, poupava 11 ministérios e conseguia juntar todos os ministros à volta da mesma mesa, ao contrário do que sucede actualmente em que alguns têm que ficar em segunda fila.

Porque é que eu defendo um Governo mais pequeno? Em primeiro lugar por razões de gestão. Em minha opinião, um Governo de mais de 30 ministros é ingovernável; Em segundo lugar, por motivos orçamentais. Não tanto pelo dinheiro que se pouparia, mas pela mensagem que se transmitiria ao País, em geral, e à administração pública, em particular, de que os tempos do "à grande e à francesa terminaram".

Mas como quem foi eleito para mandar foi o Presidente JLO, temos de nos conformar com a estrutura por ele escolhida e desejar-lhe e aos seus ajudantes a melhor sorte do mundo - bem vão precisar tal a dimensão dos problemas a resolver.

Atrevo-me a fazer apenas dois pedidos a JLO. O primeiro, sugestão de um empresário, é que o PR mande fazer obras no conselho de ministros, passando a sentar-se à mesa com os ministros e não a um nível superior como agora acontece. Em segundo lugar, o Governador do Banco Nacional de Angola deveria deixar de participar nas reuniões, num sinal de respeito pela independência da política monetária.

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