Director Carlos Rosado de Carvalho

O novo alinhamento económico nacional

O novo alinhamento económico nacional

O novo alinhamento consiste em trazer o investidor estrangeiro e incentivá-lo a aplicar na cadeia produtiva nacional devidamente montada, apoiada pelo "roteiro" de sectores sustentáveis, com investimentos desde a extração, transformação, transporte à comercialização e, por fim, pelo "ataque" aos mercados regionais do nosso continente.

Partindo do princípio de que redução imediata do peso do petróleo no Produto Interno Bruto nacional, bem como na arrecadação fiscal é o desafio incontornável, sendo o aportar urgente de divisas via exportação e redução de importações o repto da actual governação económica, pensamos ser urgente um realinhamento nas políticas públicas e novos posicionamentos ministeriais produtivos para recolocar a economia na rota do crescimento.
Para os nossos leitores "pé-de-letristas" chamamos a atenção para o facto de, neste artigo, não estarmos a defender o regresso à saudosa economia planificada/centralizada ou a uma tentativa de coibir a liberdade de investimento em Angola, mas sim numa atitude concertada entre o Estado e as forças vivas da nossa economia na promoção de uma estratégia win-win de médio prazo.
O investimento será sempre escasso, por isso, deverá ser bem aproveitado e investimento bem aproveitado é aquele direccionado (não por decreto, mas sim por incentivos) para os sectores produtivos e sustentáveis.
A diplomacia financeira tem que estar no seu melhor, as nossas missões diplomáticas devem criar programas específicos de divulgação do potencial dos sectores económicos nacionais, incentivos e vontade institucional em proteger os investimentos de que precisamos. É preciso mostrar ao investidor que a estabilidade política é um facto e que Angola é um País onde o combate à corrupção, nepotismo, compadrio e o tráfico de influências é feito a partir do topo.

*Meste em Finanças/Professor universitário

(Leia o artigo na integra na edição 442 o Expansão, de sexta-feira 06 de Outubro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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