Director Carlos Rosado de Carvalho

"A queda do preço do petróleo só veio destapar o que andava escondido"

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"Os Kandimbas, o Chefe e a Pátria" é o quarto livro de Miguel Francisco "Michel", um dos sobreviventes do 27 de Maio. Uma crítica política satirizada ao desempenho do poder, que põe a nu o chico espertismo e os que se servem da política, em vez de servirem.

Depois de "Nuvem Negra" (2007), "Reflexão" (2010) e a "Chaga" (2012), publica o seu quarto livro. "Os Kandimbas, o Chefe e a Pátria". Que ideia quer passar a partir deste título?
Pretendo chamar a atenção da sociedade para a forma como determinados governantes encaravam o exercício de funções públicas na qual estavam investidos, desvirtuando por completo o objecto da política, que é servir e não servir-se dela.


Quem é o Kandimba?
Kandimba, na língua kimbundo, (tribo da qual faço parte), é o coelho do mato, um animal aparentemente muito esperto. A palavra kandimba é polissémica, ou seja, tem vários sentidos. Pode significar esperteza, insolência, chico espertismo. No caso do título do livro, kandimba é o chico esperto que tira partido do cargo que exerce para dele tirar benefícios em detrimento da comunidade a quem deve servir.


Quanto tempo levou a escrever o livro?
Um livro desta natureza, um romance ficcionado, leva sempre tempo, porque o autor não tem uma base por onde começar. Tem de a idealizar, pensar muito, daí que se torne um exercício, de certa forma, penoso. Por isso, levei cerca de dois anos a escrever o livro.

(Leia o artigo na integra na edição 445 o Expansão, de sexta-feira 27 de Outubro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui

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