Director Carlos Rosado de Carvalho

"Tenho dinheiro em Angola, não posso tirá-lo de lá e nem sequer está a render"

"Tenho dinheiro em Angola, não posso tirá-lo de lá e nem sequer está a render"

É dos músicos que mais internacionalizou a música angolana e, longe do seu País, continua com uma lágrima no canto do olho, como reza a letra de uma das suas músicas. Em Portugal, onde vive, Bonga espera ver nascer uma nova Angola e assistir a melhorias na economia, com o novo governo. Até porque a crise também o afectou.

No final de 2014, o Ministério da Cultura francês entregou-lhe uma menção honrosa. O que significou para si essa distinção?
Foi um reconhecimento tremendo e oficial ter sido distinguido com a condecoração de "Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras", que me deu imenso prazer. É uma pena que na nossa terra tenham sido poucos os que reagiram à nomeação de um filho da terra, fora dela.


Escreveu mais de 300 canções e já gravou mais de 30 discos. O que ainda lhe falta fazer?
O que falta, não sei. O que sei é que vou fazendo e vou tendo parcerias muito interessantes. Nunca pensei que poderia cantar com os Vaya Con Dios, uma banda belga, assim como com Carlinhos Brown, Marisa Monte, Cesária Évora e muitos outros, entre os quais, cantores angolanos.


Com quem gostaria de partilhar o palco?
Talvez haja quem queira partilhar o palco comigo. Não vou fazer ciúmes a ninguém, estou aberto.


Tornou-se conhecido, primeiro, como atleta. Quando é que começou nas "correrias"?
Comecei a correr no bairro, ainda criança, "no tempo da outra senhora", no tempo colonial, e não teve forçosamente a ver com os portugueses. Éramos nós que organizávamos as nossas danças, os nossos batuques, folclore, as nossas farras e os nossos desportos não federados. Eu era o que mais corria entre os amigos e sempre me destaquei como um velocista nato. Comecei a correr oficialmente no S. Paulo, no chamado "Clube dos pretos" e depois fui para o Clube Atlético de Luanda. Tenho consciência de ter vindo a Portugal, em 1966, como matéria-prima para enriquecer o desporto português, como muitos outros atletas angolanos e moçambicanos, e assim que cheguei corri em pista especializada e pulverizei o recorde de Portugal nos 400 metros.

(Leia o artigo na integra na edição 447 do Expansão, de sexta-feira 10 de Novembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)


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