Director Carlos Rosado de Carvalho

"A Luanda Medical Center necessita de 700 mil USD/mês em divisas. O BNA compreende..."

"A Luanda Medical Center necessita de 700 mil USD/mês em divisas. O BNA compreende..."

O gestor israelita avança, em entrevista ao Expansão, que a falta de divisas obrigou a repensar estratégias e que, apesar de no ano passado a clínica ter conseguido, através do BNA, atingir esses montantes, já este ano anda muito perto desse valor.

Como é que o LMC tem dado a volta às dificuldades de importação de medicamentos e equipamentos?
A LMC enfrenta as mesmas dificuldades que todas as empresas angolanas enfrentam. Por sermos do ramo da saúde, felizmente, temos contado com o apoio do Ministério da Saúde e do BNA para termos alguma alocação de divisas. As nossas necessidades de divisas rondam os 700 a 800 mil dólares por mês.


Deste valor, quanto é o LMC recebe do BNA?
Durante o ano passado ainda tivemos estes valores. Durante este ano também andamos muito perto deste valor. O BNA compreende as nossas necessidades e estou certo que muitas unidades hospitalares também tiveram a mesma prioridade para manter as suas actividades, mas a falta de divisas obrigou-nos a repensar algumas estratégias, apostando apenas no essencial para manter o mesmo nível de qualidade de atendimento aos nossos clientes, com os melhores especialistas.


Olhando para a realidade do País e para a experiência internacional que acumula, como é que se pode melhorar o sector da saúde em Angola?
Eu aponto três caminhos. Primeiro, o Estado deve fazer muitos investimentos na educação, porque é dela que irão sair os futuros quadros do sector. Segundo, do mesmo jeito que o Estado investe em infra-estruturas, é preciso que invista também na educação para a saúde preventiva. O que eu noto é que boa parte da população opta pela auto-medicação em vez de procurar especialistas em saúde. Terceiro, olhando para o número de habitantes de Luanda versus o número de camas disponíveis, nota-se logo uma grande desproporcionalidade. O Estado deve procurar formas de equilibrar o número de camas com o número de habitantes e médicos por habitante.


(Leia o artigo na integra na edição 447 do Expansão, de sexta-feira 10 de Novembro de 2017, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i