Director Carlos Rosado de Carvalho

Porque os passes sociais de transportes não funcionariam na actual realidade de Luanda

Porque os passes sociais de transportes não funcionariam na actual realidade de Luanda

A proposta apresentada pelo Instituto de Preços e Concorrência (IPREC) sobre os passes diários, semanais e mensais de transportes não tem nada de novo, a não ser terem apresentado um preço. A questão dos diversos tipos de passe para a utilização na rede de transporte público da Área Metropolitana de Luanda (AML), já há muito foi pensada e estudada, pelos órgãos que tutelam este sector.

Contudo, temos é de pensar que rede de transportes tem a AML e com que modos de transporte pode contar, para além de se ter de definir que tipo de oferta, horários, frequências e que facilidade nas transferências intermodais.
A implementação de um passe de transporte, seja em qualquer das suas formas, diária, semanal ou mensal, está directamente relacionada, com a rede de oferta e a garantia que o utilizador tem de, ao pagar antecipadamente, ter o transporte disponível quando necessita, que não é caso de Luanda.
Ou seja, o caso da AML é o de termos, ainda, problemas básicos por resolver e, portanto, o que se está a apresentar, metaforicamente falando, é querer ter um software de última geração a funcionar num hardware da década de 80 do século passado.
Situações básicas a resolver:
1 Melhorar as vias secundárias e terciárias da AML, de modo a que os autocarros possam melhorar a sua oferta em termos mais capilares da cidade;
2 De acordo com a rede, já há muito estudada, e com a introdução das alterações necessárias face à expansão da cidade (novas centralidades), refazer as rotas e colocar abrigos (paragens) bem identificadas, quer em termos de rotas e de horários. Hoje em dia, numa qualquer paragem, um utilizador não sabe que rotas passam, horários e qual a frequência das mesmas;

*Especialista em transportes

(Leia o artigo na integra na edição 457 do Expansão, de sexta-feira 26 de Janeiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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