Director Carlos Rosado de Carvalho

"Angola tem de assinalar melhor as oportunidades para investidores estrangeiros"

"Angola tem de assinalar melhor as oportunidades para investidores estrangeiros"
Foto: César Magalhães

Na hora da despedida, o embaixador diz que dedicou muito do seu tempo a promover os negócios britânicos em Angola. Captar investimento estrangeiro é um "negócio" muito competitivo e Angola deve apresentar melhor o que está disponível no País. Até por questões de transparência.

Chegou em 2014 e regressa dentro de dias ao seu país. Quando olha para trás, o que é que mudou em Angola?
Estive na maioria das províncias, então aprendi o quão bonito e variado é este Pais, mas claro que essa variedade mostra que Angola tem um enorme potencial e acho que o que mais observei foi a determinação, não só do Governo, mas das pessoas, em procurar oportunidades. Quando cheguei, as pessoas falavam do grande potencial de Angola, mas por vezes era difícil ver qual o caminho para realizar esse potencial. Os preços do petróleo continuam um enorme desafio para o País, é preciso focar a mente das pessoas para o que é preciso mudar para atingir o potencial. O Governo, desde a tomada de posse do novo Presidente, mostrou todos os sinais de que está determinado a avançar com este caminho da diversificação da sua economia.


Que não é propriamente um assunto novo no País...
É um processo longo, não acontece do dia para a noite. A crise foi um desafio muito grande para a economia angolana, mas é muito impressionante e encorajador também a resposta do País, que enfrente esta situação, e o Reino Unido está disponível para ajudar e assistir neste processo de ultrapassar este desafio da crise.


Acha que a saída desta crise está mais próxima e que o País volta a ser apetecível para os investidores estrangeiros?
Acho que sim. Há um conjunto de acordos e joint ventures em discussão com o lado angolano, que não posso especificar, mas julgo que, durante o tempo que cá estiver a minha sucessora, esses projectos vão desenvolver-se. Em termos de trocas comerciais entre os dois países, em 2016, foi de 1,1 mil milhões de libras esterlinas [1,5 mil milhões USD]. Foi ligeiramente mais baixo que no ano anterior a esse, sobretudo devido ao preço mais baixo no barril de petróleo.

(Leia o artigo na integra na edição 458 do Expansão, de sexta-feira 02 de Fevereiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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