Director Carlos Rosado de Carvalho

Produção americana pressiona preços do crude

Produção americana pressiona preços do crude

Ao atingir os 10,25 milhões barris/dia na semana passada, EUA aproximaram a sua oferta para valores iguais aos da Arábia Saudita e próximos da Rússia.

O preço do petróleo caiu para o nível mais baixo das últimas quatro semanas depois da divulgação dos dados mais recentes nos EUA terem aumentado (novamente) os receios entre os investidores de que a actual trajectória de reequilíbrio entre a oferta e a procura no mercado poderia estar em risco. Segundo as autoridades norte-americanas, a produção de crude atingiu um nível histórico de 10,25 milhões bpd na semana passada. Isto coloca a oferta do país a par da Arábia Saudita e próximo da Rússia. Esta notícia seguiu-se ao anúncio (no dia anterior) de que o governo dos EUA teria revisto em alta a sua previsão para a produção de 2018, esperando agora que a mesma atinja os 11 milhões bpd em Novembro, um ano antes do prazo anteriormente previsto.
Uma subida acima do desejado da oferta de crude nos EUA colocaria mais pressão sobre a OPEP e os seus parceiros na sua tentativa de reequilibrar o mercado mundial nos próximos meses e, inclusive, poderia até pôr em causa o actual plano de corte de produção que termina no final do ano. Isto fez com que o Brent caísse mais de 6% na última semana para perto dos 65,3 USD, eliminando assim por completo os ganhos ocorridos em Janeiro.

(Leia o artigo na integra na edição 459 do Expansão, de sexta-feira 09 de Fevereiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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