Director Carlos Rosado de Carvalho

Três soluções para uma nova África do Sul

Três soluções para uma nova África do Sul

Há quase um quarto de século, quatro anos após Mandela ter sido libertado da prisão, os sul-africanos celebraram o nascimento de um Estado constitucional inclusivo. No entanto, durante o mandato de Zuma a euforia desvaneceu.

Jacob Zuma renunciou à presidência da África do Sul - um passo inevitável após o Congresso Nacional Africano ter retirado o seu apoio. Duas décadas após Nelson Mandela ter tentado - sem sucesso - passar a presidência a Cyril Ramaphosa, o antigo vice-presidente e actual líder do Congresso Nacional Africano tornou-se o líder da África do Sul. E os desafios que Ramaphosa terá de enfrentar são quase tão desafiadores quanto aqueles com que Mandela se viu confrontado ao erguer o seu país das ruínas do apartheid.
Há quase um quarto de século, quatro anos após Mandela ter sido libertado da prisão, os sul-africanos celebraram o nascimento de um Estado constitucional inclusivo. No entanto, durante o mandato de Zuma a euforia desvaneceu. Num ambiente de alegações de corrupção endémica, reduções das notações de risco, actos de incivilidade empresarial e agravamento do mal-estar entre empresas estatais (EE), o posicionamento regional e internacional da África do Sul enfraqueceu.
Para muitos, Ramaphosa significa um regresso à força nacional. O líder prometeu restaurar a credibilidade da gestão dos assuntos da África do Sul e revigorar os valores da inclusão democrática. As suas atitudes simples, como começar reuniões e encontros a horas, representam um distanciamento da abordagem mais indiferente de Zuma.
*Presidente do Instituto das Relações Internacionais de África do Sul

(Leia o artigo na integra na edição 461 do Expansão, de sexta-feira 23 de Fevereiro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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